Estas críticas foram feitas por Jerónimo de Sousa no debate bimestral sobre política geral, na Assembleia da República, num momento em que o primeiro-ministro já não dispunha de tempo para responder.

"Perdões de dívida, imóveis vendidos a preço de saldo, financiamento de negócios e de aventuras privadas, prémios inaceitáveis a gestores - tudo pago pelo Orçamento do Estado. Quanto mais dinheiro vai ser necessário gastar para que o Estado chame a si o poder em relação ao Novo Banco?", perguntou o líder dos comunistas.

Jerónimo de Sousa considerou que a história do Novo Banco "deu razão ao PCP".

"Se é verdade que o Governo PSD/CDS-PP, com a troika, enganou os portugueses e mentiu sobre o valor da resolução, varrendo o lixo do Banco Espírito Santo (BES) para debaixo do tapete do Novo Banco, não será errado afirmar que a opção do executivo PS de continuar o negócio foi igualmente desastrosa para o país", disse.

Ao contrário do que o interesse nacional impunha, de acordo com o secretário-geral do PCP, "este Governo optou por entregar o Novo Banco ao capital estrangeiro".

"Além de já ter custado oito mil milhões de euros, o Novo Banco pode ainda vir a ser mais caro, tal como afirma o Tribunal de Contas. O Tribunal de Contas adverte que não existe qualquer controlo de venda dos ativos do banco.", acrescentou.

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