"Tenho estado a concentrar atenção no diagnóstico atual e sobretudo em preparar o futuro", disse António Domingues, que está hoje a ser ouvido na comissão de inquérito sobre o banco público.

O gestor reconheceu que o convite para liderar a entidade o "apanhou de surpresa", mas foi perentório: "A partir do momento que o aceitei estive a trabalhar ativamente para que a capitalização fosse feita nos melhores termos possíveis".

António Domingues foi mais longe: "O que constatei ao fim de algumas semanas é que, analisando os balanços da Caixa […] havia necessidades de capital: umas evidentes […] e outras pela minha própria avaliação que têm a ver com as métricas de risco da Caixa".

A audição de António Domingues é a única prevista nesta fase na comissão de inquérito, numa altura em que os deputados aguardam ainda a chegada de documentos de várias entidades e em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a existência de um inquérito no qual "se investigam factos relacionados com a CGD", sem precisar qual o período abrangido.

A 7 de setembro, o CDS propôs a audição do novo presidente da CGD na comissão parlamentar de inquérito ao banco público e, face à recusa dos partidos de esquerda, usou o seu direito potestativo para impor esta presença.

A comissão de inquérito está a avaliar a gestão do banco entre 2000 e 2015, período durante o qual passaram pela administração figuras como António de Sousa, Luís Mira Amaral, Vítor Martins, Carlos Santos Ferreira, Armando Vara, Fernando Faria de Oliveira e José de Matos.

O objeto da comissão, que deixa de lado os números avançados para a recapitalização do banco negociada com Bruxelas, motivou algumas trocas de palavras entre os deputados sobre a viabilidade ou não de António Domingues responder a algumas perguntas.

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