De acordo com um relatório com as perspetivas económicas ('Economic Outlook'), publicado hoje, a OCDE justifica estes números com uma “forte recuperação na Europa, a probabilidade elevada de apoios orçamentais nos EUA no próximo ano e menos poupanças das famílias, que irão melhorar as perspetivas de crescimento nas economias avançadas”.

Em maio, a OCDE tinha melhorado, face a dezembro de 2020, as previsões para a economia mundial, estimando um crescimento de 5,8% em 2021 e de 4,4% em 2022.

“O PIB [Produto Interno Bruto] ultrapassou agora o nível pré-pandémico, mas continuam a existir diferenças entres os países”, nomeadamente no que diz respeito ao emprego, “particularmente em mercados emergentes e economias em desenvolvimento, com taxas de vacinação baixas”, lê-se no documento hoje divulgado.

Segundo a organização, o impacto económico da variante Delta do vírus que causa a covid-19 “tem sido relativamente suave nos países com altas taxas de vacinação, mas reduziu o impulso em outros locais e colocou mais pressão nas cadeias de abastecimento globais e nos custos”.

A OCDE deu ainda conta de aumentos da inflação nos EUA, Canadá, Reino Unido e outros mercados, “mas mantém-se relativamente baixa em muitas outras economias avançadas, particularmente na Europa e Ásia”.

De acordo com a organização, o aumento dos preços das mercadorias e dos custos globais do transporte marítimo são os principais responsáveis pelo aumento da inflação no último ano.

“Mantém-se uma incerteza significativa”, salientou a OCDE, alertando que "um aumento do ritmo de vacinação ou uma redução acelerada nas poupanças das famílias poderia aumentar a procura e reduzir o desemprego, mas também impulsionar as pressões inflacionárias”.

Por outro lado, indicou, um ritmo reduzido da distribuição de vacinas e o aparecimento de novas mutações do vírus “poderão resultar numa recuperação mais fraca e numa maior perda de empregos”.

A OCDE realçou que os governos “devem assegurar que todos os recursos necessários estão a ser usados para garantir a vacinação o mais depressa possível por todo o mundo, para salvar vidas, preservar rendimentos e controlar o vírus”, apelando ainda a um maior esforço internacional na ajuda aos países menos desenvolvidos.

“O apoio de políticas macroeconómicas mantém-se necessário, tendo em conta que as perspetivas de curto prazo continuam incertas e os mercados laborais não recuperaram, com medidas que dependem da evolução económica de cada país”, sustenta a organização, no documento publicado hoje.

Além disso, a OCDE apela a que as medidas orçamentais se mantenham flexíveis, avisando para as consequências de uma retirada “abrupta e prematura”.

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