"São 577 milhões para além do que estava previsto, mas isso tem de ser comparado com os menos 600 milhões que existiram em relação aos serviços públicos. O investimento público sofre desta contradição. Foi uma escolha do Governo PS porque nada obrigava a esta redução do défice tão exigente que vai para além das próprias exigências da União Europeia", disse Jerónimo de Sousa no Porto.

O secretário-geral do PCP, que falava aos jornalistas numa ação de rua de divulgação do Passe Social Único para a Área Metropolitana do Porto, considerou que o Governo do PS sofre de uma "obsessão em relação ao défice" e defendeu como prioridade "mais investimento público".

"Depois falta no Serviço Nacional de Saúde, nos transportes, na educação, em problemas estruturantes da sociedade portuguesa que se vão manter por causa desta opção. Ninguém obrigaria tanta redução do défice. Cada décima são 200 milhões de euros que permitiriam acudir a algumas situações", disse o líder do PCP.

Hoje foi tornado público que o défice orçamental de 2018 ficou nos 0,5% do PIB, abaixo dos 0,6% previstos pelo Governo, segundo a primeira notificação relativa ao Procedimento por Défices Excessivos, remetida hoje pelo INE ao Eurostat, na qual o défice das Administrações Públicas atingiu 912,8 milhões de euros, abaixo do saldo negativo de 3% registado em 2017.

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