De acordo com notícia do Público, um aumento de 13,68 euros em 14 salários ao ano e a contribuição social suportada pelo estado poderá implicar um aumento de perto de 24 milhões na despesa pública.

Perante a pandemia e a crise económica, que obrigam o executivo a ser mais prudente na política salarial, o Governo não tem demonstrado disponibilidade para avançar com uma subida generalizada dos salários da função pública. O executivo apenas se comprometeu a aumentar o salário mais baixo em função do que for decidido sobre o salário mínimo dos privados, que será atualizado em 2021.

Sendo que o aumento do salário mínimo nacional deverá ficar próximo dos 23,75 euros, ficando nos 658,75 euros e, atualmente, o salário mais baixo na função pública é de 645,07 euros, caso o governo aplique o aumento de 23,75 euros, o aumento da despesa pública será próximo dos 41 milhões de euros.

Os sindicatos, porém, pretendem aumentos mais alargados. A Frente Comum, que integra o universo da CGTP, confrontada com a proposta sem aumentos, terá reiterado esse ponto na reunião com o Governo durante a semana passada. A estrutura terá prometido “uma resposta firme dos trabalhadores da Administração Pública”, que poderá chegar já hoje, durante a conferência de imprensa para anunciar os próximos passos.

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), da UGT, alertou que existem 230 mil assistentes técnicos e assistentes operacionais no Estado, lamentando que o ministro apenas tenha referido um aumento para 100 mil trabalhadores.

José Abraão, líder da Fesap, alertou que “jamais” aceitarão a aplicação do salário mínimo nacional na Administração Pública e exige a fixação do salário mais baixo nos 693 euros.

O Orçamento do Estado para 2021 prevê um reforço das despesas com pessoal de 822 milhões de euros, que deverá ser usado na maioria em progressões e novas contratações.

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