Ainda assim, de acordo com o regulador, “e relativamente ao mês de maio de 2020, junho registou um ligeiro abrandamento da diminuição da atividade, recuperando 2,8 pontos percentuais. Este ligeiro abrandamento é determinado principalmente por Leixões e Sines, cuja evolução é, respetivamente, de -25,4% para -10,3% e de -41,3% para -28,3%”, adiantou a AMT.

A quebra “é explicada pela conjugação de comportamentos negativos verificados na maioria dos portos, com exceção para Figueira da Foz e Faro, sendo mais expressiva em Sines e Lisboa, ao registarem, respetivamente” quedas de 2,8 milhões de toneladas e 1,4 milhões de toneladas, numa altura em que a covid-19 paralisou a atividade comercial em todo o mundo.

A AMT detalhou que o mercado do carvão, “cuja variação é, sem dúvida, independente da pandemia da covid-19″ é a carga “que protagoniza a redução mais significativa” com -1,9 milhões de toneladas, que corresponde a uma quebra de 86,4%, explicada pelo facto de Sines ter desembarcado apenas cerca de 75 mil toneladas (-96,2%), lê-se na mesma nota.

O regulador explicou que estes valores “resultam da suspensão quase total da atividade das centrais termoelétricas de Sines e de Pego”, com quebras de produção respetivas de 99,1% e de 76,3%, “alimentadas com este combustível fóssil, na sequência da forte penalização económica associada às elevadas emissões de CO2″ (dióxido de carbono).

Segundo a AMT, os mercados do petróleo bruto e dos produtos petrolíferos registam neste período quebras de 426,26 mil toneladas (-7,4%) e de 1,34 milhões de toneladas (-14,6%), respetivamente, reduções que “resultam inequivocamente da crise pandémica, uma vez que esta levou a uma forte retração do consumo de combustíveis, a nível nacional e internacional, e, consequentemente, a uma interrupção e redução da sua produção por falta de capacidade de armazenamento”, justificou a AMT.

Também a carga contentorizada regista uma quebra no primeiro semestre de 2020, de 852,3 mil toneladas (-5,4%), “explicada quase exclusivamente pelo comportamento do porto de Lisboa, que vê o seu volume reduzido em 1,04 milhões de toneladas (-44,3%), comportamento esse que não pode ser dissociado do clima de perturbação laboral existente, decorrente dos persistentes pré-avisos de greve dos trabalhadores portuários”.

De acordo com o mesmo comunicado, o porto de Sines passou “a deter uma quota de 49,2% do total do movimento de carga movimentada, inferior em 0,4 pontos percentuais à do período homólogo de 2019″ após uma redução de 12,7% no movimento do primeiro semestre, estando em segundo lugar Leixões, com 23%, Lisboa com 10,6%, Setúbal com 8,1%, Aveiro com 6%, Figueira da Foz com 2,5%, Viana do Castelo com 0,5% e Faro com 0,2%.

Por sua vez, o segmento de contentores atingiu um volume total de 1,31 milhões de TEU [unidade de medida de contentores], uma redução de 7,7%, “resultando de um agravamento verificado no mês de junho, que regista um decréscimo de 13,6%, sucedendo ao de 11,8% registado em maio”.

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