“Espanha e Portugal estão no caminho certo para atingir os seus objetivos vinculativos de descarbonização de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa no âmbito da Decisão de Partilha de Esforços (DPE) da União Europeia [UE]”, afirma a Moody’s num relatório hoje divulgado.

Para a agência de ‘rating’ norte-americana, este caminho é “ajudado em grande parte pela contração económica resultante da crise económica”, algo também refletido no setor da energia.

“Do mesmo modo, tanto Espanha como Portugal estão bem posicionados para atingir os seus objetivos não vinculativos de eficiência energética, sobretudo por causa das recessões económicas depois da crise financeira, mas também porque medidas de eficiência energética estão lentamente a progredir”, adianta ainda a Moody’s.

A instituição prevê que Espanha e Portugal irão “provavelmente atingir os seus objetivos vinculativos de gerar 20% e 31%, respetivamente, do seu consumo final de energia, a partir de fontes renováveis, em 2020″.

“Isto acontece apesar do crescimento lento da capacidade de energia renovável nos anos recentes, que foi causada por um hiato de investimento em renováveis a meio da década, quando ambos os países terminaram com os subsídios para cortar os défices no sistema”, prossegue a agência.

Porém, “atingir os objetivos de 2030 da UE será muito mais difícil”, adverte a Moody’s.

Até 2030, a agência de notação financeira sediada em Nova Iorque afirma que “o setor da geração de eletricidade irá provavelmente ter um grande papel”, com “um declínio de emissões de gases de efeito de estufa de mais de 70% e 80%, comparado com 2005, em Portugal e Espanha, respetivamente”.

“Nos próximos dois a três anos, esperamos que a descarbonização do setor da energia seja impulsionada sobretudo pelo declínio da rentabilidade da geração [de energia] através de carvão”, prevê a Moody’s.

A instituição releva ainda o papel das empresas, destacando que “as atividades de retalho de eletricidade irão tornar-se estrategicamente mais importantes como um facilitador do desenvolvimento de renováveis” devido à passagem de “um modelo subsidiado para um modelo de mercado”.

No entanto, a Moody’s alerta que “a supressão do carvão não será vantajosa para a Endesa e a EDP, que têm maior exposição a este tipo de geração”, mas espera que “ambos os grupos giram a situação”, uma vez que “a geração [de energia] pelo carvão na Península Ibérica já não é rentável”.

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