“Em termos homólogos, os preços sobem 7,9% em setembro, numa clara travagem face aos 11,7% a que cresciam em agosto”, indicou, em comunicado, a Confidencial Imobiliário.

Segundo o documento, desde o início do ano que a progressão homóloga “tem vindo a abrandar”, sobretudo nos últimos meses.

Assim, “o ritmo de crescimento homólogo dos preços em setembro fica a menos de metade do início do ano, quando tal valorização atingia os 17,4%”, apontou.

No entanto, em comparação com agosto, os preços recuaram 2,1%.

Conforme apontou a Confidencial, salvo variações negativas residuais, esta é também a primeira descida em cadeia desde setembro de 2015 e um dos recuos mensais mais acentuados desde 2007.

Citado no mesmo documento, o diretor da Confidencial Imobiliário referiu que a descida registada em setembro “só terá um significado em função da evolução” que se verificará nos meses seguintes.

“Esta redução repõe os preços no mesmo patamar de março de 2020, anulando o crescimento registado desde então. É normal haver expectativas de descida nos preços, em face da crise económica e social em curso”, apontou Ricardo Guimarães, ressalvando que também é admissível que o mercado resista e aguarde por informação quanto à resolução da pandemia de covid-19.

Este índice de preços residenciais é apurado a partir dos dados reportados ao SIR- Sistema de Informação Residencial desde 2007.

A Confidencial Imobiliário é um ‘databank’ independente com dados estatísticos sobre preços de transação, ‘yields’ e contratos de arrendamento de imóveis.

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