“Pressões inflacionistas mais amplas podem limitar a viabilidade de algumas metas. O regulamentos de preços e outras intervenções de mercado para apoiar famílias e pequenas empresas podem ser amplamente implementados nos próximos meses”, refere o relatório da Fitch, divulgado hoje.

De acordo com os analistas da agência de notação financeira, o pacote anunciado na terça-feira, pela Comissão Europeia reflete a mudança de prioridades políticas como resultado do conflito Rússia-Ucrânia, o que dizem, permite “equilibrar preocupações com a segurança do abastecimento com a transição de baixo carbono”.

A Comissão Europeia propôs a eliminação progressiva da dependência de combustíveis fósseis da Rússia antes de 2030, com aposta no GNL e nas energias renováveis, estimando reduzir, até final do ano, dois terços de importações de gás russo.

O executivo comunitário anunciou também que vai apresentar, até abril, uma proposta legislativa para exigir que a armazenagem subterrânea de gás na União Europeia (UE) esteja pelo menos 90% preenchida até outubro de cada ano, para evitar problemas de fornecimento.

A instituição presidida por Úrsula Von der Leyen avançou ainda com orientações aos Estados-membros para responder à escalada dos preços energéticos, explicando que os países podem intervir nas tarifas da luz perante “circunstâncias excecionais” e admitindo limites temporários na UE.

“Embora o pacote preveja um quadro de licenciamento e aprovação mais rápido para projetos de energia solar e eólica, cerca de um quarto dos projetos solares planeados foram cancelados em 2021, como resultado de custos crescentes de energia, matérias-primas e logística”, refere a Fitch.

Os analistas assinalaram que as pressões se irão intensificar nos próximos meses, dada a dependência das exportações russas de metais, explicando que com os preços de cobre, níquel e alumínio a atingir recordes históricos, projetos de energia renovável e fabricantes de baterias irão enfrentar custos de produção crescentes e desafios significativos da cadeia de abastecimento.

A Fitch sublinha ainda que as “referências limitadas” à substituição do gás por energia nuclear no pacote anunciado por Bruxelas reflete “a continuidade” da divisão na União Europeia.

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