"Ao contrário do que alguns disseram, os bons resultados do trimestre anterior [terceiro trimestre de 2016] não se deveram apenas a fatores conjunturais, do turismo, mas sim a uma recuperação generalizada de todos os setores da economia portuguesa", assinalou o porta-voz do PS, o deputado João Galamba, em declarações aos jornalistas no parlamento.

A taxa de desemprego situou-se nos 10,5% em novembro, segundo a estimativa provisória divulgada pelo INE que reviu em baixa os valores de outubro para 10,6%, face à estimativa inicial de 10,8%.

"Aquilo que o INE nos vem dizer é que a criação de emprego mantém-se e há uma forte revisão em baixa da taxa de desemprego", vincou o deputado socialista.

Para Galamba, Portugal acabará 2016 "muito provavelmente" não só com uma "economia em franca aceleração" mas também gerando emprego que "não tem nada a ver com fatores conjunturais de turismo no verão".

"E acabaremos o ano com o défice mais baixo da democracia portuguesa", lembrou ainda o porta-voz socialista.

Questionado sobre a tendência de subida dos juros da dívida portuguesa, João Galamba admitiu preocupações com esse indicador, mas reforçou que pode haver várias explicações para tal, mas a "politica e estratégia" do governo não é "seguramente" uma das razões.

A estimativa provisória da população desempregada em novembro foi de 534,3 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,574 milhões de pessoas.

Em novembro de 2015, a taxa de desemprego situou-se nos 12,3%.

A estimativa definitiva da taxa de desemprego de outubro, segundo o INE, foi de 10,6%, tendo diminuído 0,3 pontos percentuais face ao mês anterior, tal como em relação aos três meses antes.

A estimativa definitiva da população desempregada de outubro foi estimada em 545,3 mil pessoas, tendo diminuído 2,2% em relação ao mês precedente (menos 12,1 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4,580 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 0,3% face ao mês anterior (mais 13,4 mil pessoas).

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