"A quota de mérito deste Governo é o que resta do que não estragou do que vinha de trás", defendeu o deputado Álvaro Campos Ferreira, em declarações aos jornalistas no parlamento, referindo-se ao crescimento de 2,9% da economia portuguesa no segundo trimestre.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que a economia portuguesa cresceu 2,9% no segundo trimestre deste ano em termos homólogos e 0,3% face ao trimestre anterior, revendo em alta a estimativa rápida que tinha divulgado em 14 de agosto.

Campos Ferreira começou por expressar a congratulação do PSD "pelos resultados na economia", considerando que "há duas fontes" que o justificam, a começar nas "bases que o Governo anterior deixou", com "um conjunto significativo de reformas, na área laboral, na área tributária, de incentivos e uma atmosfera criada junto do tecido empresarial para que as empresas se vocacionassem ainda mais para a exportação".

Em segundo lugar, o PSD considera que o crescimento se deve aos "bons estímulos externos que a economia portuguesa está a ter ".

"Ao contrário do que foi sempre a teoria deste Governo, de que a economia cresceria com base no consumo interno, tem-se verificado que o crescimento económico que Portugal tem tido é fruto daquilo que são os estímulos internacionais, do comércio internacional", argumentou.

Campos Ferreira defendeu ainda que esta conjuntura internacional positiva "não está a ser devidamente aproveitada por este Governo", apontando que, no crescimento trimestre a trimestre, só a Finlândia cresceu menos do que Portugal.

"Significa que há aqui uma desaceleração daquilo que é a atividade económica. Previsões dos diversos organismos estabelecidas vão ser cumpridas", declarou.

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