“A minha pergunta é: não seria salutar que nós reduzíssemos o IVA, o IRS, o IRC, os três, só num, dois deles e, por contrapartida, criássemos um imposto, vou dizer uma palavra que tecnicamente não se pode dizer, mas para me fazer entender, consignado ao pagamento dos juros da dívida pública”, questionou, enquanto moderador da mesa redonda “Economia e Fiscalidade no OE2017”, realizada no Porto.

E acrescentou: “um imposto que teria, portanto, de dar uma receita no próximo ano de 8,3 mil milhões de euros”.

Por contraposição, outros impostos baixariam em igual montante e, assim, não haveria aumento da carga fiscal, mas os portugueses saberiam que ao pagarem o imposto, aquela verba não seria para a saúde, educação e obras públicas, mas para pagar os juros decorrentes das dívidas contraídas há anos, considerou.

“Os impostos, penso que não podem ser consignados, mas o IMI também não pode ser para o Estado e vai ser uma parte dele para o Estado”, disse.

Segundo Rui Rio, é importante que todos entendam que aquilo que se gasta hoje a mais vai ter implicações no futuro.

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