“Como parte do processo de ampliação do cone monetário em vigor, medida impulsionada pelo BCV a partir de 13 de junho de 2019, três novas notas vão ser incorporadas à atual família de espécies monetárias, com a finalidade de tornar mais eficiente o sistema de pagamentos e facilitar as transações comerciais”, refere um comunicado.

Segundo o BCV, “as novas notas de 10.000, 20.000 e 50.000 bolívares (1,43, 2,87 e 7,19 euros, respetivamente), que vão entrar em circulação de forma gradual, vão complementar e otimizar o atual cone monetário, para cumprir os requisitos da economia” venezuelana.

A nova nota de 50.000 bolívares (7,19 euros), a de maior denominação, é superior ao valor do salário mínimo mensal dos venezuelanos, que é de 40.000 bolívares (5,75 euros), mais subsídios.

Vários empresários contactados pela agência Lusa explicaram que as notas em circulação desde agosto de 2018 (2 bs, 5 bs, 10bs, 20bs, 50bs, 100bs, 200bs e 500 bs) dificultam o pagamento em numerário de alguns produtos.

Por exemplo, para comprar um quilograma de arroz, cujo valor é de 11.000 bs (1,58 euros), são necessárias pelo menos 22 notas.

No entanto, os mesmos empresários manifestaram à Lusa preocupação, porque as pessoas já estão a associar a nova medida a mais inflação e a uma eventual desvalorização da moeda.

Em 2018, o Governo venezuelano eliminou cinco zeros ao bolívar forte e pôs em circulação o bolívar soberano.

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