“Há uns meses o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que o Deutsche Bank era o banco que tinha potencialmente mais risco sistémico a nível internacional. Se o FMI disse isso, claro que é uma preocupação. Mas, diretamente para o BPI, não é uma preocupação, temos pouca exposição”, afirmou aos jornalistas à margem de um evento em Lisboa.

“Claro que é preocupante que o maior banco da principal potência europeia esteja, pelo menos, sob os holofotes. Eu não conheço a situação em detalhe do Deutsche Bank, pelo que seria incorreto e desagradável estar a fazer comentários específicos sobre o Deutsche Bank mas, obviamente é um grande banco e um dos maiores bancos de investimento do mundo e o maior da Alemanha, pelo que é uma situação importante e deve ser seguida com cuidado”, sublinhou.

Questionado sobre se a crise que vive o Deutsche Bank pode ser comparada à do Lehman Brothers, Ulrich considerou que não.

“Estou certo que não por uma razão: a perceção que eu tenho é que o Deutsche Bank é bastante melhor do que o Lehman Brothers e, portanto, não é uma situação comparável. Mas, além disso, desde o Lehman Brothers até agora, todos aprendemos muito. Os acionistas de bancos aprenderam, os gestores de bancos aprenderam, os auditores aprenderam e os supervisores aprenderam”, destacou.

E acrescentou: “Todos os atores do sistema financeiro aprenderam muito e, se aprenderam muito, isso tem que servir para alguma coisa, nomeadamente, para gerir uma situação que seja grave”.

Segundo o gestor, “em qualquer caso, nunca será comparável ao tempo do Lehman, porque então houve também um efeito de surpresa. Houve a implosão de uma instituição e teve que ser tudo tratado em ambiente de crise e de emergência. Hoje em dia não há nenhuma necessidade disso. Os instrumentos que os supervisores têm são muito mais potentes do que os que existiam naquela altura”.

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