Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average, o Nasdaq e o S%P500 tornaram a fechar mais uma sessão em que estabeleceram novos recordes.

Desde 08 de novembro de 2016 e da eleição do multimilionário para a Presidência, estes três índices conheceram uma progressão superior a dois dígitos.

Mas, para Hugh Johnson, da Hugh Johnson Advisors, a subida de hoje esteve “ligada, antes de mais, aos resultados das empresas (uma vez que) têm sido apresentados consecutivamente resultados trimestrais melhores do que os previstos, e sê-lo-ão novamente no próximo ano se o projeto de reforma fiscal for adotado”.

No final da sessão de hoje, o Dow Jones valorizou 0,03% (6,13 pontos), para as 23.563,36 unidades, o Nasdaq ganhou 0,32% (21,34), para os 6.789,12 pontos, e o S&P500 avançou 0,14% (3,74), para os 2.594,38.

Depois de ter evoluído ao longo de toda a sessão sem rumo definido, Wall Street acabou por ganhar força no final e acabar com ganhos nos principais índices.

Em todo o caso, “a alta cedeu devido aos temores sobre os atrasos nas reduções de impostos sobre as empresas”, adiantou Johnson.

Desde a apresentação do pacote da reforma fiscal, a imprensa norte-americana divulgou vários cenários possíveis admitidos pelos republicanos e potenciais pontos que poderiam cair ou ser adiados.

O título mais recente a reportar sobre o assunto, o Washington Post, evocou hoje a possibilidade de os senadores adiarem a aplicação da redução prevista da taxa de imposto sobre as empresas, de 35% para 20%. Este adiamento permitiria, segundo o título, adiar para 2019 o impacto orçamental dos cerca de 845 mil milhões de dólares (729 mil milhões de euros) que as empresas deixariam de pagar em impostos.

“É um tema muito sensível para as empresas com capitalizações mais pequenas, que, geralmente, têm taxas efetivas de imposto mais elevadas” que as maiores, reagiu Patrick O’Hare, da Briefing.

“A validação da reforma fiscal é uma das componentes essenciais do otimismo dos investidores. Em caso de fracasso, podemos esperar um movimento de venda brutal”, afirmou Sam Stovall, da CFRA.

Os investidores conheceram hoje as estatísticas semanais das reservas de petróleo nos EUA, que mostrou uma subida surpreendente das reservas em 22,2 milhões de barris, quando os analistas previam uma descida.

O preço do barril de petróleo dos EUA, o WTI, baixou depois da divulgação desta estatística, arrastando na sua queda o subíndice que agrupa os valores energéticos no seio do S&P500, que perdeu 0,40%.

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