Em 2022, a empresa havia registado um lucro de 16,7 mil milhões de dólares (15,4 mil milhões de euros).

Segundo a informação ao mercado divulgada na noite de quinta-feira pela mineradora, o resultado de 2023 foi influenciado "por menores preços médios realizados e pelo impacto de perdas cambiais".

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), que indica o resultado operacional bruto da empresa, atingiu os 17,9 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros) em 2023, registando uma queda de 9,1% face ao ano anterior (19,7 mil milhões de dólares ou 18,1 mil milhões de euros).

A receita líquida de vendas da Vale somou 41,7 mil milhões de dólares (38,5 mil milhões de euros) em 2023, total que representou uma queda de 4,7% na comparação anual (43,8 mil milhões de dólares ou 40,4 mil milhões de euros).

Já os investimentos da mineradora brasileira atingiram 5,9 mil milhões de dólares (5,4 mil milhões de euros) em 2023, o que significa um aumento de 8,7% na comparação com 2022 (5,4 mil milhões de dólares ou 4,9 mil milhões de euros).

A Vale fechou o ano passado com uma dívida líquida de 9,5 mil milhões de dólares (8,7 mil milhões de euros), montante que representou um crescimento de 20,8% face a dívida de 7,9 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros) registada no final de 2022.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, comentou, numa nota breve divulgada com o balanço da empresa, que a produção de 321 milhões de toneladas de minério de ferro extraídas em 2023 foi 4,3% maior do que a produção no ano anterior, superando as projeções iniciais.

Segundo o presidente da empresa, esse aumento gerou "evidências de maior confiabilidade dos ativos e processos" da Vale.

Bartolomeo também frisou que foi um ano de "avanços substanciais" no campo das reparações pelas tragédias de Mariana e Brumadinho, duas barragens que romperam no Brasil nos últimos anos e provocaram grandes desastres ambientais além da morte de centenas de pessoas.

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