"Surge a enorme necessidade de desminar o território. Mais de 300.000 quilómetros quadrados do território da Ucrânia estão contaminados com minas ou projéteis sem explodir", publicou Shmigal no serviço de mensagens instantâneas Telegram, segundo a agência noticiosa Unian.

No dia 23 de abril, o chefe da direção humanitária da administração militar regional de Kiev, Oleksiy Kuleba, tinha indicado que a desminagem desta vasta região, por si só, levaria anos.

"Foi determinado o algoritmo de atuação para a reconstrução da região de Kiev. Tivemos combates em 35 comunidades territoriais ou elas foram ocupadas", disse na altura ao canal de televisão Dom.

Ao mesmo tempo, recordou que "este é um enorme território que, antes de mais, deve ser inspecionado e limpo de minas".

"Se estamos a falar de uma desminagem completa, compreendemos que levará anos", apontou.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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