"São mercados com uma enorme população, onde há uma classe média emergente e portanto quer no pano bilateral, quer no contexto da União Europeia, a abertura de novos mercados é uma preocupação muito grande do governo português", afirmou o ministro, à margem da assembleia-geral da AVEC, uma associação europeia que representa cerca de 95% da produção e do comércio de carne de aves europeu.

O assunto foi abordado esta manhã na reunião que Capoulas Santos manteve com o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, que deu conta das iniciativas europeias que estão a ser feitas neste sentido, designadamente no Vietname e na Indonésia.

O ministro da Agricultura adiantou que o Governo tem em curso mais de 150 processos de abertura de mercados para diversos produtos, onde se inclui a carne de frango, numa vintena de países.

O mercado chinês é a "grande aposta" para o frango, mas os restantes mercados asiáticos são vistos como "grandes oportunidades, mais até do que os mercados sul-americanos", onde a concorrência é maior e os custos de produção são bastante mais baixos do que na Europa, adiantou Capoulas Santos.

O comissário Phil Hogan disse hoje, durante a sua intervenção na Assembleia-Geral da AVEC, que a Comissão Europeia "está a desenvolver grandes esforços para aumentar o acesso do agroalimentar europeu aos mercados", incluindo o setor das aves.

Já foi concluído um acordo com o Vietname, que dará acesso ao setor das carnes, em 2018, a um mercado com 90 milhões de pessoas, foram iniciadas negociações em maio com as Filipinas e este mês com a Indonésia, adiantou o responsável europeu.

Segundo Capoulas Santos, a indústria das aves emprega em Portugal 20 mil pessoas e é excedentária em termos de carne de frango, ultrapassando em mais de 3% as necessidades internas.

Os portugueses são os maiores consumidores europeus de carne de frango fresca (29 quilos anuais para uma média europeia de 23 quilos per capita).

RCR// ATR

Lusa/fim

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