A saga pública de Bárbara Guimarães já não é um pequeno pormenor ou um voyeurismo de revista cor de rosa sem importância. É triste, é desconsolador para quem acredita na justiça das instituições e dos homens e das mulheres.

O desgaste da imagem pública de Bárbara Guimarães é incontornável. Imagino que a SIC, a estação de televisão para a qual a apresentadora trabalha, esteja também cansada de ver um dos seus nomes sempre associado a um processo judicial do teor que se conhece.

Por isso, os Globos de Ouro, programa que tem contado com a apresentação habitual de Bárbara Guimarães, será este ano diferente. A SIC diz que prefere escolher outro nome para fazer as honras da cerimónia, a SIC diz que precisa de proteger a sua profissional.

Podemos considerar que Bárbara Guimarães não tem vontade de surgir em directo no Coliseu ou noutra sala da capital, trocando vestidos compridos uns atrás dos outros, saltos altos vertiginosos e sobretudo com um sorriso nos lábios. Pode ser que não lhe apeteça. 

Se fosse o caso, dirão alguns, a apresentadora teria feito uma declaração pública nesse sentido (não lhe faltam oportunidades, todos os dias é perseguida por paparazzi e afins).

Mas não. Bárbara Guimarães não disse nada.

Está sob a protecção do canal de televisão onde tem feito um pouco de tudo ao longo dos anos. Protecção, seja isso o que for.

Talvez as pessoas que assistem aos Globos de Ouro não se importem com a novidade, mas eu confesso que tenho pena, porque uma mulher como Bárbara Guimarães não precisa de protecção além da lei - que urge que funcione. Precisa mesmo é de apoio e de deixar de ser capa de revista por razões do foro privado. Precisa de trabalhar e de sentir que é válida, como sempre foi. Digo eu.

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