A 9 de outubro de 2021, os sócios do Sport Lisboa e Benfica irão escolher novos órgãos sociais para liderar os destinos do clube.

O anterior presidente, caído em expectável desgraça, evaporou do dia a dia do clube, ao qual parece agora — de acordo com a direção em exercício — nunca ter pertencido.

Rui Costa, agora presidente, é o rosto de um poder decadente, que vive em constante litígio com os sócios do clube, num espírito de combate e desunião.

Em vésperas da curta campanha eleitoral que se avizinha, o ato eleitoral encontra-se — uma vez mais — manchado por inúmeras polémicas, imbróglios jurídicos, dúvidas e desavenças, causados pela direção do clube e promovidos pelo capataz de serviço, demissionário, António Pires de Andrade, sósia de Virgílio Duque Vieira, o último a prestar-se a tão indigno papel.

Rui Costa, impreparado e nervoso, teve no passado dia 17 de setembro uma última oportunidade para sanar todas as confusões, tendo escolhido não apoiar a votação do regulamento eleitoral proposto pela contundente maioria dos sócios presentes em assembleia geral, garantindo eleições limpas, justas, acima de qualquer suspeita.

Alega que ninguém quer um Benfica mais transparente que o próprio, enquanto tudo faz para combater o que alega.

Optou antes o jovem presidente por seguir a linha das últimas décadas: a opacidade, a confusão, a omissão e um embaraçoso e premeditado jogo do empurra com mais um presidente da Mesa da Assembleia ao serviço da direção do clube e não dos seus sócios.

Encurralado pelo associativismo combativo e resiliente dos sócios do Benfica, não lhe restou outra fuga que não aceitar o voto físico nas eleições que se avizinham, contra o qual lutou desde que os sócios assim requereram, segundo as palavras do ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral.

A máquina de propaganda, liderada por José Eduardo Moniz e Soares de Oliveira, entra agora em ação. Fará crer que o voto físico era tudo o que os sócios queriam — não era, nem é — e que agora, sim, as eleições serão limpas, tal como alegavam em outubro de 2020. Que só querem tomar o poder, que a si acreditam pertencer.

A cartilha é exatamente a mesma. Os que agora aceitam, contrariados, que as eleições precisam de mais transparência, juravam a pés juntos, há menos de um ano, que as mesmas eram transparentes.

O vieirismo protagonizado por Rui Costa e pelo seu séquito de súbditos e marionetistas aproxima-se do seu fim. O ídolo de outrora limita-se, tal como Vieira, a lutar por adiar ao máximo um fim anunciado.

O Benfica vive agora, em sentido contrário àquele em que os órgãos sociais caminham, um ciclo de associativismo atento e renascido, encabeçado pelo movimento Servir o Benfica, que irá, mais cedo ou mais tarde, virar a página do vieirismo, e trazer de novo alguma luz à Catedral dos nossos sonhos.

Os sócios do Sport Lisboa e Benfica decidirão quando tal irá ocorrer.

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