As redes sociais e a sua influência são hoje um problema a aprofundar pelas sociedades em que vivemos. O perigo está à vista de todos. Já tivemos a influência do Facebook no resultado das eleições americanas, sobre a qual tivemos pouca ou nenhuma reflexão. Recentemente, vivemos as eleições no Brasil, onde existiu uma permanente divulgação de informações falsas, através do WhatsApp, mas que foram verdades absolutas para milhões de pessoas. E depois dos resultados eleitorais, mais ninguém parece querer discutir o problema com profundidade, tomando as devidas medidas para tal situação não se repetir.

Se as redes sociais foram no passado um espaço de liberdade, hoje através da sua manifesta manipulação, são redes que podem transformar-se numa PIDE das atuais sociedades. Na sociedade atual, a tortura, passou a ser a difamação na praça pública, sem direito a defesa, sem direito a contraditório. São os novos “tribunais” em que se acusa na praça pública e se dá logo a sentença, sem direito a qualquer defesa.

Não pode valer tudo nas redes sociais, assim como, também não pode valer tudo numa democracia. E o nosso sistema está a ficar dominado pela disseminação de mentiras e pela denúncia anónima, mais precisamente, pelo método escabroso, aceite pelas autoridades, e denominado de carta anónima. Ninguém dá a cara, mas enquanto se coloca, estrategicamente, lama no nome de terceiros, independentemente da falsidade dos actos, alguém é paralisado e posto em causa, tendo que se defender, muitas das vezes, sem sequer saber muito bem do quê nem porquê. Os bufos, da ditadura, andam por aí e não é só nas redes sociais. Andam por todo o lado!

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