Mark Zuckerberg decididamente não quer continuar a brincar à partilha de vídeos. E pelas alterações que se aproximam no seu feed, o CEO da rede social quer competir diretamente com o YouTube. Como? Ao colocar anúncios nos vídeos e a partilhar o dinheiro com as publicações. Escreve a recode que o Facebook pretende construir um império.

A empresa de Zuckerberg quer mostrar mais anúncios às pessoas e, consequentemente, dar mais dinheiro a quem produz os vídeos. A recode cita fontes dentro da indústria que dizem que a rede social está a testar um novo formato de anúncios (mid-roll) que, caso os vídeos tenham dimensão suficiente, vai passar publicidade ao fim de 20 segundos de visualização.

Por agora, o Facebook vai oferecer o mesmo que o YouTube: 55% das vendas. É essa a percentagem oferecida pelo YouTube, plataforma que tem dominado o mercado dos anúncios em vídeo.

Mas na prática que significa isto? Significa que vai ser possível a quem investe na publicação de vídeos no Facebook ter um aumento receitas significativo. De referir que, no total, o Facebook regista visualizações de vídeos na ordem dos 100 milhões de horas por dia.

O vídeo tem sido uma aposta clara de Zuckerberg. O Facebook tem feito alterações e demonstra ter planos para moldar os hábitos de consumo dos utilizadores, estando a trabalhar para que estes não sejam forçados a abandonar a rede social para ver vídeos. Mas ao contrário do que sucede em quase todas as outras plataformas, que permitem correr anúncios em vídeo, não é possível para já passar publicidade antes de o conteúdo começar.

Isto significa que apesar das publicações estarem a fazer um grande esforço para marcar uma presença a partir do vídeo, não têm grandes ganhos com isso.

E estas limitações levaram ao surgimento de alternativas como o Dugout, um novo site que oferece conteúdo exclusivo de grandes clubes mundiais.

O Facebook começou, desde o ano passado, a permitir às publicações a partilha vídeos patrocinados por anunciantes, e está à procura de novas maneiras de apoiar os criadores de conteúdo. Também em 2016 começou a testar anúncios no meio dos vídeos em direto. Em 2015, criou uma secção de vídeo separada que permite que os produtores partilhar os ganhos obtidos com os anúncios.

Com esta nova funcionalidade que o Facebook está a desenvolver os anúncios só aparecerem se o utilizador tiver visto pelo menos 20 segundos do vídeo em questão, e se este tiver um mínimo de minuto e meio de duração.

Ou seja, o Facebook está disposto a partilhar a receita mas cabe aos produtores de conteúdo fazer vídeos que prendam a atenção do utilizador tempo suficiente.

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