A pandemia “acelerou a nossa dependência das tecnologias digitais e destacou os benefícios da conectividade que salva vidas”, lê-se na mensagem enviada por António Guterres à Web Summit, hoje divulgada.

“As sociedades fecharam e colocaram as pessoas em isolamento, o acesso à Internet e os avanços digitais mantiveram as pessoas conectadas e as sociedades a funcionar”, prossegue o secretário-geral na mensagem à cimeira tecnológica de Lisboa, que hoje terminou.

Mas, a pandemia “também está a destacar e a exarcebar desigualdades de todos os tipos, incluindo a divisão digital”, e aqueles que “não têm acesso à tecnologia digital – quase metade do mundo – são-lhes negadas oportunidades de estudar, comunicar, trocar, trabalhar e participar na grande parte do que agora é a vida normal para a metade mais rica do mundo”, apontou António Guterres.

“E para aqueles que estão ‘online’, a conectividade aumentou a vulnerabilidade a danos e abusos”, alertou, sublinhando que “o assédio ‘online’ de mulheres e meninass aumentou desproporcionalmente sob as restrições da covid”, enquanto o sistema que garante a aplicação da lei relatou um crescimento acentuado de cass de exploração sexual infantil no digital.

“A sombra da pandemia de desinformação sobre covid-19 também coloca a saúde e as vidas em risco e ameaça reduzir a absorção e eficácia das vacinas que se tornam disponíveis”, referiu.

Estes “abusos ‘online’ podem ser obstáculos sérios à estabilidade política, ao progresso social e desenvolvimento e à nossa capacidade coletiva de resolver grandes desafios”, advertiu António Guterres, apontando que a “desinformação, a proliferação do discurso de ódio ‘online’ e a retirada para as câmaras de eco social continuará a minar a coesão social e reduzir a confiança na ciência, nas instituições e umas nas outras”.

Na senda da recuperação da económica pós-pandemia, António Guterres exorta a todos que é preciso aprender a reduzir o impacto prejudicial do digital e a “libertar o seu poder encontro força democratizadora e capacitadora”.

Destaca ainda o roteiro para a cooperação digital, lançado em junho, sublinhado os “esforços para alcançar a conectividade universal”.

“Precisamos de uma supervisão eficaz de novas tecnologias, quer na ‘web’, quer em áreas de conflito ou no laboratório de investigação, para que a sociedade possa se beneficiar do rápido desenvolvimento e, ao mesmo tempo, ser protegida de riscos significativos”, concluiu.

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