O novo sistema, desenvolvido por uma equipa da Universidade de Auckland, usa algoritmos avançados e inteligência artificial para “aprender” os padrões gerados pelos dados e prever futuras erupções.

“Este sistema deteta os tipos de erupção que provavelmente serão fatais”, disse o professor Shane Cronin, que trabalhou neste projeto com Kempa-Liehr e David Dempsey.

Os cientistas acreditam que, tendo um sistema de alerta precoce como o que desenvolveram, a Nova Zelândia poderia ter evitado a tragédia causada pelo Whakaari, que entrou em erupção a 09 de dezembro de 2019, quando estava em estado de alerta 2 (atividade vulcânica leve) numa escala de 5.

A erupção surpreendeu centenas de turistas na ilha, onde 20 pessoas morreram.

Segundo os cientistas da Universidade de Auckland, a erupção foi precedida por uma forte explosão de energia sísmica, cerca de 17 horas antes de ser detetada pelos atuais sistemas de alerta.

“Acreditamos que era um sinal de que o fluido magmático fresco estava a subir e a pressionar a água presa nas rochas superficiais e depósitos soltos que enchiam os respiradouros”, disse Dempsey.

O investigador da Nova Zelândia explicou que a explosão sísmica que precedeu a erupção “é o indicador mais comum” de uma explosão iminente e que esse sinal de alerta “poderia ter sido detetado quase instantaneamente pelo sistema”, permitindo que as autoridades fossem notificadas e a tragédia evitada.

A Nova Zelândia, que tem intensa atividade sísmica e vulcânica, não possui um sistema avançado de alerta em tempo real para erupções e depende de um sistema de informações que não é atualizado com frequência.

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