O "kick off" da aliança das nações europeias para a União das Startups, como colocou o André de Aragão Azevedo, secretário de Estado para a Transição Digital, foi dado na quarta-feira na cimeira tecnológica. É um projeto ambicioso e que marca uma nova Era, ou assim se espera, no empreendedorismo europeu. Ou seja, está dado o pontapé de saída para a criação de uma espécie de "Nação Startup Europa".

O que é: a Europe Startup Nations Alliance (ESNA) é o resultado de uma proposta apresentada pelo Governo durante a presidência portuguesa no Conselho da União Europeia e é a primeira entidade europeia com a missão de apoiar os governos a melhorar as condições estruturais para as startups. E esta quarta-feira ficou confirmado que a terá sede em Portugal, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa. (Mas vai ter um custo para os cofres do Estado português: 1,5 milhões de euros, que vão sair do Plano de Recuperação e Resiliência, para criar a estrutura.)

O que pretende: garantir que as startups possam crescer em qualquer estágio do seu ciclo de vida. No fundo, a entidade irá monitorizar o progresso dos países membros neste capítulo. Há em curso a clara intenção de aproveitar o espaço Europeu como um todo e tirar o máximo de partido disso (criação de leis comuns, agilização de transações de produtos, etc). Paralelamente vão ser fornecidas ajudas na capitalização das empresas para que as boas ideias não fiquem pelo caminho por falta de financiamento.

O objetivo: funcionar em rede. Como existem países mais desenvolvidos na área do que outros, a intenção é que exista uma colaboração expressa entre todos, de modo a permitir que quem está mais atrasado não perca o comboio. Para isso, a "Nação Startup Europa" vai criar uma base de dados sobre startups, scaleups e unicórnios (a intenção passa por duplicar os existentes).

Durante a apresentação da ESNA foram divulgados alguns dados que levaram à sua composição. Um deles, por exemplo, consta no facto de a Europa ser o local onde existem mais startups no mundo. Só que apesar deste indicador há um senão significativo: mesmo com essa nuance, a região está a ficar para trás numa série de indicadores quando comparado com outras regiões do mundo, como os Estados Unidos ou até mercados mais pequenos.

"Quando comparamos a Europa com outros continentes, em particular com os Estados Unidos, reparamos que temos o maior número de startups e que temos um talento incrível, empreendedores incríveis. Mas quando comparamos com o número de empresas que se tornam verdadeiramente globais à escala mundial e que ganham liderança, vemos que estamos atrás de outros mercados, até de outros mais pequenos", explicou Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital.

É esta a realidade que a ESNA quer alterar — e tornar a Europa na força dominante no ecossistema global das startups.

Assim, foi com este intuito que 26 Estados-membros da União Europeia (mais a Islândia) se juntaram e assinaram um conjunto de práticas destinadas a fomentar o empreendedorismo na UE. Isto porque tal como foi frisado durante a apresentação da estrutura, o empreendedorismo é necessário para criar uma economia robusta baseada na inovação.

A ESNA foi lançada oficialmente na quarta-feira, dia 3, no palco principal da Web Summit, em Lisboa, pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e por Eoghan O’Neill, da DG Connect.

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