O Facebook relevou hoje que serão cerca de 50 milhões as contas afetadas, mas admitiu que avançou com medidas preventivas sobre outras 40 milhões.  Por esta razão, mais de 90 milhões de contas tiveram esta manhã de reiniciar a sua sessão sessão.

A empresa liderada por Mark Zuckerberg disse que ficou a par esta semana de um ataque que permitiu a hackers roubarem "tokens de acesso", o equivalente a chaves digitais que fazem com que se tenha acesso às contas.

A falha detetada esta terça-feira foi reparada ontem (quinta-feira) à noite, indicou hoje o administrador do grupo tecnológico, Mark Zuckerberg, numa conferência telefónica que começou pelas 17:00 TMG (18:00 de Lisboa).

As equipas da rede social “descobriram um problema de segurança que afetava perto de 50 milhões de contas; nós estamos a levar isto muito a sério”, tinha antes escrito o grupo tecnológico em comunicado, acrescentando estar a tomar “medidas imediatas”.

A vulnerabilidade do sistema, informa a rede social, terá sido utilizada pelos atacantes através da funcionalidade "Ver como", que permite aos utilizadores ver o seu perfil como aparece para as outras pessoas. A funcionalidade já foi removida em todas as contas do Facebook como medida de precaução.

A falha terá permitido aos atacantes aceder ao acessos token — chaves digitais que permite que os utilizadores se mantenham ligados sem terem de introduzir sempre as palavras-chave.

Não são conhecidas que informações os atacantes tiveram acesso bem como a autoria do ataque.

Numa nota publicada na plataforma, o Facebook revela que não é  necessário que os utilizadores alterem a sua palavra-passe.

É mais um contratempo – cuja gravidade está ainda por determinar – para a maior rede social do mundo e os seus mais de dois mil milhões de utilizadores em todo o mundo.

O preço das suas ações na Bolsa caiu, fechando um pouco acima dos 3% em relação à mesma hora de quinta-feira.

A confiança dos utilizadores tem sido bastante abalada nos últimos meses devido a vários escândalos, entre os quais a revelação da partilha de dados pessoais para fins políticos à revelia dos utilizadores ou ainda a difusão de mensagens destinadas a influenciar secretamente as eleições em diversos países, incluindo os Estados Unidos e a França.

 [Notícia atualizada às 20h39]

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