O objetivo é “ver o que existe em termos de mobilidade elétrica, energias renováveis, como estão a abordar os temas das economias de baixo carbono e ver se nessa vertente também existem coisas que possam ser relevantes para a Galp”, explicou o responsável pela área das tecnologias (CIO).

“Esta indústria é muito conservadora, e há pouco anos apenas começaram a ver que não era intocável e que as coisas vão sofrer grandes alterações”, afirmou. “A discussão sobre a mobilidade elétrica e as economias de baixo carbono estão em voga”.

O Global Summit decorre de 19 a 21 de agosto e é o evento anual da Singularity University, uma escola de inovação criada em Silicon Valley pelos futuristas Ray Kurzweil e Peter Diamandis que se foca nas tecnologias exponenciais e tem vários ‘chapters’ espalhados pelo mundo, incluindo Portugal.

“Aquilo que a Galp e a maioria dos concorrentes estão a olhar é como podemos ter um portefólio de produtos e serviços que seja maior do que aquilo que temos”, afirmou Nuno Pedras, acrescentando: “Isto não vai ser de hoje para amanhã nem daqui a cinco ou dez anos, mas vai haver uma aceleração do investimento na mobilidade elétrica”.

Segundo o executivo, a empresa “está a querer investir” e tem uma administradora nova focada nas energias renováveis e novos modelos de negócio, Susana Quinta-Plaza. “Temos de nos preparar para o futuro e pensar em novos modelos de negócio”, indicou.

“As coisas não surjem de um dia para o outro e há sempre a possibilidade de fracasso. Temos de ter tempo para fracassar, para testar novos modelos e conseguir acertar”, referiu.

O responsável ressalvou, no entanto, que a Galp vai continuar a investir para ampliar o portefólio “e não pensando que algo vai desaparecer de imediato”, porque manterá investimentos fortes também nas outras áreas.

No evento em São Francisco, Nuno Pedras pretende trabalhar em novas parcerias e procurar empresas com as quais possa ser feita a alavancagem de inovações incorporando o legado existente.

“Nós temos definida uma estratégia de ‘analytics’ e estou interessado em ver dentro dela quais são os parceiros e o que se está a fazer de melhor por aí fora”, referiu.

A ideia é “ter exposição a essas novas tecnologias, novos possíveis parceiros, muito na vertente de ‘startups’ ou empresas de nicho para resolver problemas concretos que possamos ter”.

O CIO explicou ainda que “existe uma abertura” para investimentos nos Estados Unidos, com “compra de empresas, parcerias”, porque se trata de um mercado que lhes interessa.

A energética vai ter um ‘Chief Data Officer’ e está a olhar para ‘machine learning’ e ‘deep learning’, além de Internet das Coisas (IoT), que Nuno Pedras considerou ser “muito importante” porque permite recolher dados de todo o tipo de sensores nas refinarias.

“Nós estamos numa senda de mudança e transformação com agressividade, não queremos ser seguidores, queremos ser uma empresa de referência, tanto do ponto de vista energético como tecnológico”, afirmou.

A Galp é uma das parceiras corporativas da SingularityU Portugal, que foi criada em 2018 através de uma ‘joint venture’ entre a Beta-i, cidade de Cascais e Nova School of Business and Economics (Nova SBE).

O Global Summit tem uma comitiva portuguesa coordenada pela Beta-i que inclui a Ageas e Semapa, além da Galp.

A SingularityU Portugal fez o primeiro encontro nacional a 08 e 09 de outubro de 2018.

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