Como te chamas e o que fazias antes de seres empreendedor?
José Pedro Gonçalves. Durante 30 Anos fui Auditor e Consultor de Gestão e Sistemas de Informação em grandes empresas multinacionais e nacionais de referência no mercado.

Como é que a tua startup vai mudar o mundo?

Vai mudar muito a forma como Produtores, Retalhistas e Consumidores interagem uns com os outros. A socialização dos descontos irá minimizar o desperdício de descontos. Os consumidores serão mais felizes, pois terão acesso ao que verdadeiramente pretendem de uma forma mais fácil e rápida. O mundo vai efetivamente mudar.

Já pagas o teu salário?

Não. Ainda falta um pouco para que isso aconteça. Não é a minha preocupação central neste momento. É mais importante pagar o salário dos outros.

Quantas horas trabalhas por dia?

Normalmente, entre 14 e 16 horas incluindo fins de semana. Nada diferente do passado. Já não faço é tantas diretas.
O que deixaste de fazer para ser um empreendedor com sucesso?
Deixei de liderar a Divisão de Consultoria de uma empresa Multinacional de Auditoria e Consultoria. Por enquanto deixei de ir ao ginásio, etc. etc. etc.
O que passaste a fazer para ser um empreendedor de sucesso?
Tendo liderado mais de 100 projetos, em mais de 500 empresas durante 30 anos, posso dizer que fiz de tudo um pouco. Neste projeto tive de ir mais longe. Para além de liderar a empresa, acumulo as áreas tecnológica, legal, financeira e de RH. A disponibilização para a empresa do conhecimento acumulado é o meu maior desafio.
Ter uma startup está na moda ou o mundo está mesmo a mudar?
Está na moda em Portugal, pois foram sendo criadas as condições macro e microeconómicas para tal. Em Portugal a continuação da crise tem-nos obrigado a procurar novos “ganha-pão”, mas agora com o Web Summit, o nosso Governo encontra-se muito mais ativo na promoção das startups. Estamos no limiar de uma nova era, onde a tecnologia desafia permanentemente o status quo.
Se fosses patrão de uma grande empresa, o que dizias a ti próprio para te convencer a trabalhar nessa empresa em vez de uma startup?
Se fosse patrão de uma grande empresa estaria sempre a criar, desenvolver, apoiar e financiar novas formas de criar valor para a empresa e para a sociedade. Tentaria que a grande empresa se comportasse mais como uma pequena empresa, curiosa, esforçada, comprometida, dinâmica e socialmente responsável.
Qual é o teu ídolo dos negócios ou da tecnologia?
Não é fácil ter ídolos bem definidos nesta fase da vida. Os pais são sempre a nossa base, os nossos ídolos. Na minha juventude dois super-heróis sempre me atraíram, o Mister Fantástico (Reed Richards) e o Homem de Ferro (Tony Stark) pela sua criatividade e, especialmente, pela sua capacidade de trabalho. Ambos são do negócio e da tecnologia.
És vegan, fazes meditação ou apenas vês televisão e passeias o cão ao fim do dia?
Não sou vegan, quase não vejo televisão e não tenho cão. Faço caminhada e medito ao mesmo tempo, mas hoje em dia trabalhar é o meu foco. Mais tarde, quando todo este processo de construção estiver mais calmo e controlado, pretendo voltar às leituras, à pintura, à natação e fazer caminhadas em sítios mais longínquos e exóticos.
Numa só frase, o que dirias - mesmo - num elevador para convencer alguém a investir na tua empresa?

Usaria a fórmula de sucesso da SPINDOTS: 1 boa ideia + 1 business plan sólido + 65.000 horas de preparação + 4 empreendedores com mais de 30 anos de experiência nas áreas relevantes para o projeto + vontade de vencer + um mvp completamente funcional que vai ser testado por um dos maiores clubes nacionais e uma marca centenária líder de mercado = 1 investimento com retorno garantido.

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