Trata-se da primeira missão da NASA que visa estudar e recolher uma amostra de um asteroide, neste caso um dos mais próximos da Terra e o corpo celeste mais pequeno alguma vez orbitado de tão perto por uma sonda, de acordo com a agência espacial.

A sonda OSIRIS-REx foi lançada em setembro de 2016 e tem-se aproximado lentamente do asteroide, do qual estava hoje a 49 quilómetros de distância. Na segunda-feira, a sonda vai começar a operar em torno de Bennu, conhecido por ser rico em carbono, um composto básico da vida tal como se conhece.

Durante um ano, o aparelho vai estudar o corpo rochoso, sem aterrar nele, com o propósito de selecionar um local seguro e cientificamente interessante para recolher em 2020, com o auxílio de um braço robótico, um fragmento de rocha que será enviado para análise na Terra, onde a sonda deverá regressar em 2023.

O braço robótico, que tem pouco mais de três metros de comprimento, irá tocar a superfície do asteroide durante cerca de cinco segundos, tempo em que será provocada uma explosão de gás nitrogénio (azoto) que causará oscilações na superfície, permitindo a recolha de fragmentos de rocha. Ao todo, só poderão ser feitas três tentativas de recolha de amostras.

O pedaço de asteroide aterrará na Terra numa cápsula que irá separar-se da sonda e está ‘equipada’ com um escudo térmico e um paraquedas.

Segundo a NASA, a missão irá ajudar os cientistas a compreenderem melhor como os planetas do Sistema Solar se formaram e como a vida começou na Terra. Asteroides como o Bennu contêm recursos naturais como água, compostos orgânicos e metais.

O ‘encontro’ da OSIRIS-REx com Bennu será transmitido em direto pelo canal televisivo da NASA.

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