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Podem prendê-lo, mas com uma condição

E se um antigo oficial da Marinha tivesse decidido montar uma rede criminal global, ludibriando as autoridades durante vários anos e, subitamente, se entregasse ao FBI? É este o início de “The Blacklist”, que aparenta ter uma conclusão demasiado evidente para uma série que quer agarrar a audiência por mais do que um episódio. Mas há um catch.

Raymond “Red” Reddington é o ilustre criminoso que se deixa apanhar, mas não sem ter um plano detalhado: por um lado, pede imunidade em troca de ajudar o FBI a apanhar os piores bandidos do mundo, cujos nomes compilou numa “lista imaginária”; por outro, só aceita fazê-lo se trabalhar lado a lado com uma agente novata chamada Elizabeth Keen, que à data era uma desconhecida na agência com muito pouco trabalho de campo.

Apesar de intrigado com este pedido, o FBI não tem outra escolha senão aceitá-lo e passar a cooperar através da agente Keen, que começa a liderar uma task force dedicada à lista negra de Red. No entanto, isto não significa que deixa de estar no submundo do crime. Na realidade, tudo não passa de um esquema para que Red possa eliminar alguns dos seus rivais nos seus negócios obscuros, enquanto faz uma espécie de limpeza cirúrgica de consciência e ajuda a jovem Keen a ganhar mais créditos dentro da agência. Porquê ela? Terás de ver para descobrir.

  • Caras conhecidas: Reddington é protagonizado pelo ator James Spader (“Boston Legal”), papel que já lhe valeu duas nomeações para o Globo de Ouro de Melhor Ator.
  • Onde ver: A oitava temporada da série estreou recentemente, tanto no canal AXN como na Netflix, onde estão a sair episódios semanalmente. Se ainda és dos que vê uma série à semana, marca na agenda.

Pelo menos tem mais ação do que Friends

Continuando na onda criminal, quero apresentar a agência de espionagem mais disfuncional da História da Humanidade… provavelmente. A série de animação “Archer” anda por cá desde 2009 e, nos últimos anos, já nos deu vários motivos para rir, mas também boas narrativas de ação como só os enredos com espiões sabem fazer.

Sterling Archer é o principal espião da agência com problemas com a bebida que não o impedem de ser um engatatão de primeira.  Lidera uma equipa de mais seis colegas que tinham tudo para ser melhores do que ele, contudo no final de cada episódio parecem estar sempre um passo atrás das suas capacidades, nomeadamente Lara Kane, a agente com quem tem uma relação de flirt constante durante cada missão.

Apesar de ser uma série predominantemente de ação, o que distingue “Archer” das restantes séries animadas é a forma como consegue interligar essa vertente com um humor muito próprio, principalmente através de Archer e da forma como interage com os seus colegas e com a sua mãe, que é a diretora da agência e com quem tem uma relação de constante procura por aprovação.

Atualmente, a série já conta com 10 temporadas e, como é típico neste tipo de séries, cada episódio tem a duração de 20 minutos. Se estás à procura de uma opção para não repetires “Friends” pela décima vez, aqui podes encontrar o amor e a adrenalina de mãos dadas. A 11º temporada vai chegar à Netflix na próxima semana, por isso tens imenso tempo para ver tudo até lá. Just kidding, mas podes ir adiantando.

  • Fun Fact: durante as primeiras temporadas, a agência retratada na série chamava-se ISIS. Quando o conflito internacional com o Estado Islâmico se intensificou, os criadores de “Archer” arranjaram uma maneira de introduzir um novo nome. Portanto, não estranhes quando começares a ver a série.
  • Boas inspirações: a personalidade meio cómica, meio de ação da série vem diretamente das fontes onde o criador Adam Reed se baseou. Para a comédia, a saga de “A Pantera Cor de Rosa”, para a ação o incontornável enredo de “James Bond”, ou não estivessem espiões à mistura.


Já dizia Bob Marley

Nas últimas semanas, as peripécias do Palácio de Buckingham nos anos 60, 70 e 80 têm estado na baila em “The Crown”, mas a verdade é que há uma série de histórias da época que aconteceram em Londres e que, provavelmente, não passavam no radar da Rainha e daqueles que a rodeavam.

“Small Axe” é uma série de 5 filmes (sim, 5 filmes) que têm estreado semanalmente na BBC desde novembro, e que chegaram a Portugal pela mão da HBO Portugal e da Amazon. As cinco películas são realizadas e escritas por Steve McQueen, que tem como filme mais popular “12 Anos Escravo”, que volta neste projeto a abordar o tema do racismo. Todas as histórias são baseadas em factos reais, e o primeiro filme intitulado “Mangrove” foi o que gostei mais.

Notting Hill foi popularizado por Hugh Grant e Julia Roberts nos anos 90, mas, 20 anos antes já era o local onde a comunidade negra das Caraíbas se tinha estabelecido em Londres e onde tentava levar uma vida normal. No centro dessa comunidade estava o bar/restaurante Mangrove, onde as pessoas podiam conviver e divertir-se num ambiente que lhes dava a sensação da “casa” que tinham largado.

Este sentimento tinha especial importância num cenário onde, dia após dia, esta comunidade era assediada pela polícia, que fazia questão de abordar pessoas na rua e fazer rusgas ao Mangrove sem razão aparente e por puro preconceito. Fartos deste tipo de discriminação, o dono do Mangrove e mais alguns ativistas políticos organizaram uma manifestação para demonstrar o descontentamento face à forma como eram tratados. No entanto as coisas acabam por dar para o torto e as principais figuras da comunidade (que ficaram conhecidas como os “9 de Mangrove”) são levadas, injustamente, a julgamento por desordem e incitação a motim. Para provarem a sua inocência, escolhem um tipo de defesa original que, não só dá por vezes um tom satírico ao filme, como transforma a discussão de uma “manif” numa argumentação sobre racismo sistémico em Inglaterra, que lhes dá o protagonismo e voz que tanto procuravam. Resta saber se isso os salva ou não.

  • Onde é que já ouvi isto? A expressão Small Axe vem de um popular ditado das Caraíbas e foi popularizada numa música com o mesmo nome de Bob Marley, também ele caribenho. Podes ouvi-la aqui.
  • Todos dizem bem: vale o que vale, mas os três filmes que saíram até agora foram todos muito bem recebidos pela crítica, como mostram os agregadores Rotten Tomatoes e o Metacritic. Alguma coisa há de estar a ser bem feita.

Créditos Finais

Para rir ou não: A GIFHY lançou a lista dos gifs mais utilizados de 2020. Consegues adivinhar quais são? Vê quais foram aqui.

Para ouvir: “Live at Royal Albert Royal” dos Arctic Monkeys e “Greatest Hits” dos The White Stripes saíram esta sexta-feira em todas as plataformas de streaming.

Para ver (numa pausa de almoço): Daniel Radcliffe foi ao programa de YouTube “Hot Ones” falar da vida em pandemia e comer umas asinhas de frango com picante. Vê o episódio aqui.

Para ler: 2020 foi um ano mau para o cinema, mas o mesmo não pode ser dito para a televisão. Neste artigo, podes ver quais foram as melhores séries do ano para o The New York Times. E para ti quais foram?

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