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Um filme de despedida

Com vontade de ir ao teatro sem saíres do sofá? “Ma Rainey’s Black Bottom” é um filme original da Netflix, baseado na obra do dramaturgo norte-americano August Wilson. A história desenrola-se no estúdio de uma editora musical de Chicago, em 1927, que se preparava para, em apenas um dia, gravar o novo álbum da sua artista mais conceituada, Ma Rainey, também conhecida por “Mãe do Blues”.

Contudo durante o dia fala-se de tudo menos de música: primeiro, porque Ma se atrasa para as gravações e faz uma série de exigências para combater o racismo constante à qual está sujeita; segundo porque, numa sala empoeirada do estúdio, está a sua banda (à sua espera) a tentar ensaiar, enquanto cada um conta a história que o levou a estar ali. Algumas histórias são de amor, sim, mas a maior parte são de discriminação e racismo, visto que estão nos anos 20. O membro mais recente da banda é Leeve Green, um trompetista que, ao contrário dos seus colegas, tem ambições mais elevadas do que estar só em segundo plano. Por isso não só faz novas versões das canções de Ma como escreve as suas próprias músicas, esperando que lhe valham um contrato com a editora.

A produção de canções rapidamente se torna num conflito de egos entre Ma e Leeve, uma a afirmar o seu estatuto e reputação e o outro a querer mostrar o que vale e assumir maior protagonismo. Não seria uma adaptação de uma peça de teatro se no final não houvesse algum tipo de tragédia pelo menos para uma das personagens. Em qual delas apostas?

  • A caminho dos Óscares: Ma Rainey é protagonizada por Viola Davis (“How to Get Away with Murder”) e Leeve Green é protagonizado por Chadwick Boseman (“Black Panther”), no seu último projeto, antes de ter falecido há umas semanas. Era capaz de apostar as minhas fichas em como tanto um como outro são nomeações certas para os prémios da Academia.
  • Baseada numa história real: Ma Rainey existiu mesmo e foi uma influência para gerações seguintes de artistas. Ouve aqui a versão original da música que dá nome ao filme.

Ma Raineys Ma Raineys

Não se brinca com o fim do mundo

Imagina uma vida inteira a ser educado afastado da civilização, no meio de uma floresta. Um dia, já maior de idade, e com uma lista de coisas que queres fazer, decides experimentar o mundo à séria. É assim que começa a história de Kim em “Two Weeks to Live” e que a leva a conhecer um par de irmãos (não dela) no primeiro bar ao qual foi em toda a sua vida.

Os dois rapidamente se apercebem de que ela acredita numa série de coisas que não fazem muito sentido (ou será que fazem?). No entanto enquanto um até lhe acha graça e tenta engatá-la o outro decide pregar-lhe uma partida fazendo o vídeo falso de uma notícia sobre o fim do mundo em duas semanas.

Ingenuamente, Kim acredita logo que aquilo é verdade e passa para o próximo item na sua lista: ir atrás do assassino que matou o seu pai à sua frente, quando ela tinha apenas seis anos. Sem saber, a jovem acaba por criar uma situação pior do que a que tinha imaginado, que vai acabar por envolver polícias corruptos, dinheiro sujo e colocar os irmãos, arrastados por si para a zona do crime, em grande perigo. A solução, como qualquer pessoa que sai de casa pela primeira vez, é só uma: pedir ajuda à sua mãe.

  • Caras conhecidas: Kim é protagonizada por Maisie Williams, conhecida pelo seu papel como Arya Stark em “A Guerra dos Tronos”.
  • Onde ver: os seis episódios de 25 minutos estão disponíveis na HBO Portugal.

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Quando a alma não é pequena

O dia de Natal é sempre uma boa data para estrear filmes e, por isso, o Disney+ lançou “Soul”, que promete ser um sucesso nas próximas semanas e um natural candidato aos Óscares destinados aos filmes de animação. Apresenta-nos a história de Joe Gardner, um professor de música apaixonado por jazz que nunca se conseguiu afirmar como um músico profissional apesar de diversas tentativas.

No entanto acaba por, no mesmo dia, não só conseguir um contrato fixo como professor, como ganhar o lugar de pianista na banda de uma uma famosa artista de jazz. Tudo corria às mil maravilhas quando, distraído no meio da rua, Joe cai numa sarjeta (quem nunca?) e morre, perdendo a chance de cumprir o seu sonho. No caminho para “O Grande Além” (como é chamado no filme), Gardner recusa-se a morrer e, ao tentar fugir, acaba na ponta oposta “O Grande Antes”, onde as almas que estão por nascer vêem as suas personalidades serem formadas. Aqui, Joe acaba por, acidentalmente, se infiltrar num programa de mentores, em que conhece uma alma, a Soul 22, que pode ser o passaporte para uma nova vida. Passo a explicar.

Para ganharem vida e irem para a Terra, as almas têm de cumprir uma série de passos para ganharem uma espécie de bilhete. No caso de 22, esta alma não tinha interesse nenhum em ir para a Terra e, por isso, se Joe a conseguisse convencer a ganhar e dar-lhe o seu “bilhete” poderia voltar ao mundo e cumprir o seu sonho. Para isto acontecer, faltava apenas a Soul 22 encontrar a sua chama. O que é a chama? É precisamente o tema do filme: para uns é encontrar um propósito e algo que os mova, para outros é simplesmente saber aproveitar as pequenas coisas da vida. No final, é capaz de ser uma combinação dos dois.

  • Elenco de luxo: Jamie Foxx dá voz a Joe Gardner, enquanto Soul 22 tem a voz da atriz Tina Fey.
  • Se gostares disto: o filme é da autoria de Pete Docter, que também foi responsável pelo filme “Inside Out” (“Divertidamente”, na versão portuguesa), que venceu o Óscar para Melhor Filme de animação em 2016.

Créditos Finais

  • Para os fãs de NBA: a nova época da melhor liga de basquetebol do mundo já regressou e com isso também o podcast “Bola ao Ar”, onde João Dinis e Ricardo Brito Reis discutem os principais acontecimentos, momentos e jogos da semana. Ouve aqui o episódio mais recente.
  • Para quem gosta de séries criminais: o canal de Youtube “JCS-Criminal Psychology” partilha interrogatórios reais onde são utilizadas as mais variadas técnicas para desmascarar um criminoso. Se vês todos os documentários sobre crimes na Netflix ou se sempre sonhaste  ser um dos agentes de “Mentes Criminosas”, isto é para ti.
  • Sem ideias para a passagem de ano: neste documento, encontras versões online dos mais populares jogos de tabuleiro.
  • Para começares bem 2021: uma lista de “feel-good movies”, ou seja filmes para te sentires bem, da publicação americana The Atlantic, para veres nos primeiros dias do ano.

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