Bélgica, Bulgária, República da Croácia, República Checa, França, Hungria, Lituânia, Holanda, Polónia, Portugal, Roménia, Federação Russa, Eslováquia, Espanha e Reino Unido. Estes são os 15 locais de onde são oriundas as árvores finalistas do concurso Árvore Europeia do Ano. Em cada uma, o que interessa não são apenas as fotografias que mostram todo o seu esplendor — as histórias também são consideradas. E há de tudo um pouco.

Das árvores que contam histórias de gentes às que são espelho de fenómenos naturais

Na Bélgica, uma faia vermelha tornou-se um lugar de adoração e comunidade. Tudo começou no século XVII, com uma árvore que continha um nicho com uma imagem de Nossa Senhora. Tendo desaparecido a imagem, a árvore foi cortada e uma capela construída. Apesar de não ser a árvore original, esta que por lá foi plantada depois continua a lembrar a história e mantém a tradição.

E porque há árvores que ajudam a contar a história das regiões onde crescem, a tília-de-folhas grandes da Croácia relembra a Grande Revolta dos Camponeses de 1573: foi ali que foram reunidos os trabalhadores que travaram uma batalha pelos seus direitos.

Já na República Checa, uma árvore da mesma espécie marca o fim da Primeira Guerra Mundial. Tendo sido plantadas 16 “Tílias da Liberdade” em 1918, apenas esta sobreviveu. Símbolo da resiliência checa, esta árvore que celebra a liberdade viu também marchar em seu redor o exército vermelho e o alemão no fim da Segunda Guerra.

Além das histórias de gentes, também há árvores que deixam memórias de tragédias naturais. Em França, um sobreiro ganhou forma de ave de rapina a abrir as asas depois de um incêndio. Há quem diga que tem propriedades mágicas. Verdade ou não, fica o mistério nos contornos do tronco.

Por cá, uma azinheira dá sombra a quem se aventurar no calor abrasador do Alentejo. Com os seus braços estendidos, sustenta a economia de territórios frágeis e contribui para a diversidade. À volta, a planície vasta deixa tempo para contemplar o horizonte — e imaginar mais histórias.

Em oposição à simetria da árvore portuguesa, o acer-negundo polaco mostra uma outra realidade. Esta árvore, que esteve para ser cortada por ser “feia e deformada”, mantém-se firme e é considerada um ponto turístico para muitos fotógrafos, pela sua diferença. No dia a dia, as crianças veem nela um parque de diversões natural — afinal, é fácil aprender a subir às árvores quando uma delas se ajoelha para nos ajudar.

O objetivo do concurso é escolher a árvore europeia com uma história mais interessante para contar. Para isso, até dia 28 de fevereiro estão abertas as votações. O processo é simples: no site do concurso basta selecionar as duas árvores que se considere merecedoras de receber a distinção de Árvore Europeia do Ano.

O concurso surgiu no ano de 2011 e foi inspirado na edição checa Árvore do Ano, organizado pela Czech Environmental Partnership Foundation. As árvores na ronda europeia são as finalistas de cada uma das rondas nacionais. A votação para a Árvore Europeia do Ano é organizada pela Environmental Partnership Association (EPA).

Os resultados vão ser anunciados na Cerimónia de Entrega de Prémios, em Bruxelas, a 19 de março, e os vencedores premiados.

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