Para o fundador da Amplificasom, que organiza o festival, este foi um balanço “extremamente positivo”, que começou já no momento em que as pessoas “demonstraram que confiam de uma forma única”, ao esgotar os bilhetes em três semanas, em abril, e os passes diários “num par de horas”.

Segundo o organizador André Mendes, foi dado um sinal de que o Amplifest faz falta, até porque “a pausa criou alguma ‘fome’”, que ia sentindo através de vários contactos com público saudoso e com as próprias bandas.

“O Tristan Shone [do projeto Author & Punisher, que atuou no sábado] virou-se para mim e disse-me que queria fazer o caminho de Santiago com o pai, mas começando por tocar no Amplifest. Veio dos Estados Unidos e saiu daqui felicíssimo, começou o caminho hoje”, contou à Lusa.

No sábado, a norte-americana Emma Ruth Rundle despediu-se da plateia elogiando “o público mais bem-educado de todos”, enquanto um outro músico explicou aos organizadores que estava “no festival mais genuíno”, um ponto com que André Mendes concorda, destacando um público “super-adulto e respeitador”, parte da ‘fórmula’ do evento.

“O segredo, sinceramente, é o facto de sermos uma ‘Amplifamília’. Todos os envolvidos são amigos muito próximos, até familiares. Fazemos isto sobretudo por amor, porque um evento destes nunca se faz pelo dinheiro”, comentou.

Depois de em 2016 a maioria do público ter sido estrangeira, este ano “foi 50-50”. “Há uma grande fatia que vem de Espanha, de Portugal é de todo o lado, depois temos quase todos os países europeus representados, mas também México, Estados Unidos e Brasil”, revelou o organizador de um evento “de melómanos para melómanos”.

Para 2020, não está certo que o festival regresse, depois de uma paragem em 2016 que se deveu a “alguma falta de estímulo”, à dureza de acumular o festival com outros trabalhos e um “fim de ciclo”. “Queremos muito? Sim, queremos muito”, limitou-se a dizer o fundador da Amplificasom, também uma agência de artistas nacionais e internacionais.

No sábado, o primeiro de dois dias arrancou com Emma Ruth Rundle e teve como destaques o regresso de Amenra, a estreia de Daughters e o concerto dos franceses Birds in Row, além de vários projetos mais próximos da eletrónica.

Já hoje, o dia abriu com a estreia em Portugal de Inter Arma, prosseguindo com os ‘veteranos’ Pelican, numa noite que terá ainda bandas como Touché Amoré, Deafheaven ou Nadja.

A equipa da Amplificasom foi ‘reforçada’ com Cristiana Duarte, que vai acompanhar André Mendes num trabalho para o futuro, 10 anos volvidos desde a sua formação, que terá de passar por “evoluir”.

“Não somos só uma promotora, somos também agência, e o objetivo, agora a dois, será crescer nesse lado, podendo representar mais nomes”, apontou André.

Já Cristiana Duarte garante, à Lusa, que “só se pode esperar ainda melhor da Amplificasom”, com vários eventos agendados até final de 2019, como o concerto, também no Hard Club, de Godspeed You! Black Emperor, no dia 10 de novembro, “exatamente 13 anos depois” de o fundador ter trazido Enablers ao Porto.

Para 2020, há já dois eventos programados, começando com dois concertos, em Lisboa e Porto, dos norte-americanos Russian Circles, em março, antes do regresso dos Swans a Portugal, numa atuação marcada para 10 de maio no Hard Club.

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