Há dois tipos de pessoas no mundo: as que não põem ananás na pizza e as que põem ananás na pizza. A polémica invadiu as redes sociais quando o presidente da Islândia, Guðni Th. Jóhannesson, eleito há oito meses, disse numa entrevista a alunos de uma escola secundária em Akureyri, no norte do país, que era “fundamentalmente contra” fruta tropical na pizza. Mais ainda, Jóhannesson disse que se pudesse bania o ananás da pizza.

A notícia saiu a semana passada num site local islandês e desde então saltou para o centro da discussão mediática - e culinária. A celeuma não é nova e há muito que a internet se dedica a discutir se a muitas vezes chamada Pizza Havaiana é efetivamente uma pizza ou uma sobremesa disfarçada de prato principal. Porém, esta é a primeira vez que um líder mundial entra no debate.

A revista islandesa ‘Iceland Magazine’, chega a questionar se a “ameaça” do presidente do país dos vulcões que entopem o espaço aéreo europeu não pode afetar os 97% de aprovação que Jóhannesson tinha em dezembro.

A discussão acalorada levou já o chefe de estado de Reykjavík a esclarecer ontem (terça-feira) no Facebook que “não [tem] poder para fazer leis que proíbam as pessoas de pôr ananás nas suas pizzas”. Acrescentando que está “grato por não ter esse poder”.

No texto em islandês e inglês, Guðni Th. Jóhannesson, professor de História tornado presidente, diz também que os “presidentes não devem ter poder ilimitado.” E acrescenta: “Não quereria ter este cargo se pudesse fazer leis proibindo aquilo de que não gosto”.

Num mundo onde as bans (restrições) são o prato principal da política global, o presidente islandês, de 47 anos, esclarece, então, que não vai contribuir com mais uma. Ainda assim, termina o texto com uma sugestão: “Para pizzas, recomendo marisco”.

E esta sugestão levantou ainda mais problemas. É que Jóhannesson usou a palavra islandesa “fiskmeti”, que não se traduz tanto por marisco, mas mais para todo um cabaz de peixe, que pode, por exemplo, ir da sardinha ao bacalhau, se estivermos a apelar ao gosto lusitano.

O debate sobre pizzas promete continuar a ser alimentado pela internet. A ‘Iceland Magazine’ dá também conta de que o “pineapple-pizza-gate” (pizza-de-ananás-gate, numa alusão ao caso Watergate) “tem gerado significativo interesse internacional, saltando para o top de 10 histórias em voga no Reddit e fazendo o seu caminho para sites de notícias em todo o mundo.”

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