Carla Maciel, Crista Alfaiate, Marco Paiva e Paula Diogo vão fazer do palco da Sala Garrett  no Teatro Nacional D. Maria II (TNDM) o sítio de uma viagem como a do Beagle que há 185 anos levou Charles Darwin à volta do mundo. A peça “A origem das espécies”, a partir da obra homónima de Charles Darwin, estreia-se hoje e e estará em cena até 18 de dezembro.
“Na viagem que fiz a bordo do HMS Beagle, na qualidade de naturalista,
fiquei deveras impressionado com alguns factos relacionados com a distribuição
dos seres vivos na América do Sul, e com as relações geológicas entre as espécies
extintas e as actuais daquele continente.(…)”.
É assim que Charles Darwin, começa a contar a sua viagem de quase cinco anos.

“Um espetáculo de teatro destinado à infância e juventude, que parte da obra de Charles Darwin sobre a Teoria da Evolução das Espécies, e faz embarcar o público numa viagem teatral sobre a grande e milenar aventura da vida no planeta”, explica em comunicado o TNDM.

“Recorrendo a uma forte componente visual e sonora, o espetáculo pretende transmitir aos mais novos os conceitos e investigações fundamentais de Darwin de um modo estimulante e divertido”, segundo a mesma fonte.

A peça contou com apoio à dramaturgia de Gonçalo Waddington, cenografia de F.Ribeiro, figurinos de Catarina Graça, música original de Bruno Pernadas e vídeo de Mário Melo Costa.

No palco do D. Maria a viagem é sensorial: não é uma aula, é mais um jogo que mimetiza o estudo da origem das espécies.

No comunicado, o Teatro Nacional Dona Maria enuncia os pressupostos desta criação coletiva: “Porque estamos aqui? Porque existimos? Como surgiu toda a complexidade de espécies?”.

“Darwin questionou e foi à procura de respostas numa viagem. Durante essa travessia descobriu inúmeros animais e as maravilhas da vegetação dos trópicos. Esta curiosidade infindável, que o acompanhou desde criança, mudou a nossa maneira de ver o mundo”, lê-se no mesmo texto.

“Agora – prossegue o comunicado - de regresso dessa aventura, transformamo-nos em colecionadores, primatas e espécies luminescentes, cientistas, biólogos, amantes de pássaros e curiosos, cheios de perguntas que não nos deixam descansar”.

Na primeira parte do espectáculo, os personagens são micro (pequenas criaturas num vasto mar de sons, luz e cor, em movimentos coreografados), numa travessia iniciática à ciência e ao teatro representado numa grande sala. O espectáculo está pensado para o público a partir dos seis anos de idade e é certo que alguns dos mais novos vão entrar no D. Maria pela primeira vez.
No segundo ato o palco passa a ser um laboratório numas Ilhas Galápagos onde se descobrem e catalogam espécies novas, recortes macro de dinossauros, tartarugas ou trigonocéfalos.
A representação é um jogo que as crianças vão poder repetir nas suas brincadeiras, assim que passarem a porta do teatro. Depois é transformar o seu quarto num laboratório de novas descobertas. “Afinal, era esse o espírito do próprio Darwin, que tinha a curiosidade de uma criança”, como diz Marco Paiva.
 A peça é levada à cena em parceria com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, de Lisboa.

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