Amália Rodrigues cantava que era “ingratidão falar mal” do “senhor vinho” e, aos olhos de Carlos Paião, se fosse Vinho do Porto, então estávamos perante um “conforto de um amor tomado aos tragos”. Em 1942, quando, no “Pátio das Cantigas”, Vasco Santana perfurou uma pipa ao pregar uma parede, podemos até ter assistido à primeira “prova” (e recolha, diga-se!) de vinhos da ficção nacional.

Tudo isto para dizer que, em Portugal, o carinho e o respeito pelo néctar de Baco estão presentes quase desde que nos lembramos. O vinho faz parte da nossa cultura e tradição, há centenas de anos que o exportamos e, talvez mais importante que tudo isto, aquece-nos a alma e tornou-se um símbolo da nossa portugalidade.

O respeito pela tradição, contudo, tem-se articulado com a experimentação, sempre com o objetivo de mostrar que o vinho, apesar de antigo, soube adaptar-se aos portugueses e aos seus gostos e tendências.

Entendendo esta evolução e a portugalidade que o vinho possui, a Feira de Vinhos do Continente conta com mais uma edição e dispõe de mais de 400 vinhos nacionais em promoção, que representam o país de Norte a Sul. Dos já “habituais” Coutada Velha (do Alentejo) e Escadaria Maior da região do Douro, destacam-se ainda novidades como o Pacheca Premium e o Sagrado, ambos da região do Douro, o Vimioso Premium, da região do Tejo, o Quinta da Fonte Souto e Herdade do Rocim Alicante Bouschet, ambos da região do Alentejo.

Na Feira vai encontrar vinhos de diferentes regiões do país de mais de 100 produtores parceiros do Continente, que ao longo dos anos têm contribuído para a valorização da produção nacional. Se não souber por onde começar, sabe pelo menos de antemão, qual personagem do “Pai Tirano”, que o vinho branco (ou tinto, ou rosé) não vai faltar.

A Feira dos Vinhos do Continente decorre até ao dia 14 de outubro numa loja próxima de si.

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