“O foco vai estar nas mulheres e na produção artística, literária, poética, académica. Várias disciplinas vão atravessar a programação, entre as quais o cinema, o teatro, a literatura, a poesia, a fotografia, a arte e a gastronomia”, destacou a autora do projeto, Margarida Mendes Silva.

A terceira edição de “Abril no Feminino” vai decorrer de 05 a 27 de abril, em cinco espaços emblemáticos da cidade de Coimbra: Convento São Francisco, Seminário Maior de Coimbra, Casa da Escrita, Museu Nacional de Machado de Castro e Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

Durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, que decorreu ao final da manhã de hoje no Seminário Maior de Coimbra, Margarida Mendes Silva destacou três momentos do programa, com o primeiro a evocar Maria Lamas e a sua obra, “As Mulheres do meu País”.

“Maria Lamas foi uma ativista política e uma figura de proa do ativismo em Portugal e autora de uma publicação que começou a ser publicada em fascículos e depois converteu-se em livro. É um retrato tremendo e muito verdadeiro da condição da mulher naquela época”, referiu.

A jornalista Susana Moreira Marques revisitará a obra de Maria Lamas em 14 de abril, no Seminário Maior de Coimbra, com a apresentação do livro “Lenços Pretos, Chapéus e Palha e Brincos de Ouro”, ficando para o dia seguinte uma sessão de cinema, com a projeção do filme “Um nome para o que sou”, da autoria de Marta Pessoa.

Um segundo eixo da programação irá debruçar-se sobre o centenário da escritora e poetisa Natália Correia, que será recordada através do recital “Natália, mulher coragem”, das atrizes Helena Faria e Teresa Faria, agendado para dia 22 de abril, na Casa da Escrita.

“Não vamos recordar apenas a mulher escritora e poeta, mas também a mulher de intervenção na ação política, sempre muito dona de um pensamento livre e, por isso, muito respeitada e temida”, apontou.

Já o terceiro eixo assinala o 49.º aniversário do 25 de Abril, através de um espetáculo de teatro intitulado “Coragem hoje, Abraços Amanhã”, um trabalho de dramaturgia protagonizado pela atriz Joana Brandão, que terá lugar no Convento São Francisco, no dia 27 de abril.

“Este trabalho parte de testemunhos reais, de cartas e memórias de mulheres que estiveram presas pela PIDE, durante o período do Estado Novo. Esta é a única atividade paga”, informou.

A programação inclui ainda uma exposição de fotografia “Uma couve acaso tem beleza?”, de Bárbara Marques, que poderá ser visitada no Museu Nacional Machado de Castro, bem como uma conversa conduzida por Olga Cavaleiro, que se intitula “O conto da couve, fios de luz e de sombra”, e que terá lugar no dia 20 de abril.

Destaque ainda para a instalação “As Penélopes”, que faz “dialogar a literatura com a arte do bordado” e que chega ao Museu da Ciência em 21 de abril.

“Abril no Feminino” é um projeto que não conta com qualquer financiamento público, sendo financiado por vários mecenas.

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