Ao fundo da sala, uma estante mostra o novo livro de capa amarela, vermelha e preta “Roter Staub. Mosambik am Ende der Kolonialzeit”, a tradução para alemão da obra “Caderno de Memórias Coloniais”, de Isabela Figueiredo, editado originalmente em 2009. Nas paredes estão expostas as serigrafias “Ler e Ver Lisboa” e nas mesas dispostas ao comprido estão disponíveis centenas de livros em português e alemão.

“Temos uma parceria com uma série de editoras portuguesas e, este ano, com duas livrarias. Com A Livraria, que está sediada em Berlim e tem livros de autores de língua portuguesa em alemão, e a InterKontinental, que é dedicada à literatura africana”, descreve a diretora do Camões — Centro Cultural Português em Berlim, Patrícia Severino, em declarações à agência Lusa.

A diretora do Camões — Centro Cultural Português em Berlim admite que o foco não são as vendas, mas sim criar uma ponte, um “espaço de acesso entre o público, o editor e o livreiro”.

“A última edição correu bem porque, além de A Livraria não há mais oferta de literatura portuguesa em Berlim, então esta é uma oportunidade de encontrar livros mais recentes e de autores mais variados”, sublinha a conselheira cultural da Embaixada de Portugal na Alemanha.

No total são mais de 300 títulos, em português e alemão, de autores de língua portuguesa. Paralelamente, o Camões Berlim organizou um programa com os escritores Isabela Figueiredo, Kalaf Epalanga, a investigadora Cristina Filipe e a editora Arnoldsche.

“Usamos todas as oportunidades que temos para trazer autores de língua portuguesa à Alemanha. E disponibilizarmos estes livros ao público fornece um contexto fantástico para termos autores connosco”, adianta Patrícia Severino, salientando a preparação que está a ser feita para a Feira do Livro de Leipzig em 2021, ano em que Portugal será o país convidado.

“Do ponto de vista do nosso trabalho e da estratégia que temos vindo a implementar, tem havido a preocupação de reforçar cada vez mais a presença da cultura portuguesa na Alemanha nas diversas áreas, com um foco particular na literatura”, admite.

Em cima de uns bancos corridos, disponibilizados para o público assistir às sessões que acompanham a feira, há vários exemplares da terceira edição do Jornal das Letras.

“É um dos projetos mais importantes e inéditos porque é um jornal literário em alemão disponível ao publico e que é distribuído em livrarias, pode encontrar-se em bibliotecas, universidades e é uma forma do público ter informação constante sobre estes autores”, avança Patrícia Severino.

Hoje, ao final da tarde, Cristina Filipe apresenta “Contemporary Jewellery in Portugal — From the Vanguards of the 1960s to the Early 21st Century”, em conversa com Greta Garle. Sexta-feira é a vez de Kalaf Epalanga apresentar o “Guia Ler e Ver Lisboa” e o seu primeiro romance, “Também os Brancos Sabem Dançar”, com Idel Elmi da Afro Deutsches Akademiker Netzwerk.

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