As eliminatórias terão lugar a 8 e 10 de maio, com a final a decorrer no dia 12 de maio, de acordo com comunicado da organização.

Relativamente a Lisboa, em comunicado, a organização afirma que, "após um estudo detalhado, o local selecionado para acolher o Festival Eurovisão da Canção foi a cidade de Lisboa, mais concretamente o Parque das Nações e a Praça do Comércio".

O presidente da RTP, Gonçalo Reis, afirmou hoje que a escolha de Lisboa para receber o Festival da Eurovisão foi tomada depois de várias visitas técnicas a municípios como Braga, Guimarães, Santa Maria da Feira, Gondomar e Porto, entre outros.

Para a escolha de Lisboa contribuíram fatores, nomeadamente questões logísticas, técnicas e de envolvência cultural, designadamente, proximidade do aeroporto, rede hoteleira, rede de transportes, uma sala de espetáculos com capacidade para oito a dez mil espetadores, e disponibilidade de espaço para apoio às mais de 40 delegações que estarão presentes.

Referindo-se ao orçamento para levar a cabo este evento, Gonçalo Reis disse que “não é o monstro que se diz por aí”, e adiantou, sem avançar números, que “cabe o grosso” à Câmara de Lisboa e à Associação de Turismo de Lisboa, com as quais foi hoje assinado um memorando, e o Turismo de Portugal “dará uma ajuda”, além de um financiamento proveniente da Eurovisão.

À RTP caberá o orçamento dos conteúdos, que deverá ser apresentado só no final do ano.

Este esforço orçamental da RTP, garantiu o responsável, não colocará em risco as responsabilidades da empresa pública com os seus funcionários, nem “limitará” as programações dos diversos canais, de rádio e televisão.

Gonçalo Reis referiu-se à realização do evento como “uma enorme oportunidade”.

Reconhecendo que o Festival da Eurovisão “é um enorme esforço para a RTP”, o presidente da empresa sublinhou que este evento representa uma “montra” de Portugal, da cidade e das indústrias de música e de conteúdos, recordando que este era o maior evento de entretenimento no mundo, com mais de 200 milhões de espetadores, só ultrapassado na área futebolística pelas finais da Liga dos Campeões, do Europeu e do Mundial.

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, que marcou presença, recordou que Lisboa já recebeu as finais do Europeu de Futebol e de uma Liga dos Campeões.

Para o autarca, esta é uma oportunidade para a cidade e para “puxar para cima” as "indústrias de conteúdos e audiovisuais” e apresentar uma “cidade aberta, tolerante, cosmopolita, vibrante e que acolhe todos”.

Medina afirmou que o investimento camarário será proveniente, "na totalidade", do Fundo de Desenvolvimento Turístico, que é constituído pela taxa que os turistas pagam.

Segundo o autarca são esperadas receitas na ordem dos 25 milhões de euros, e chamou à atenção que as “receitas fiscais são também significativas”.

Relativamente, ao festival “eurovisivo”, Daniel Deusdado, diretor de Programas da RTP, antecipou os conteúdos, tendo afirmado que se concretizarão num “contexto de simplicidade, de despojamento e de beleza”.

A estação pública, que está a celebrar 60 anos, organiza o próximo certame europeu das canções, na sequência da vitória de Salvador Sobral, em maio passado, em Kiev.

Portugal venceu pela primeira vez o Festival da Eurovisão, no passado dia 13 de maio, com a canção "Amar pelos dois", de Luísa Sobral, interpretada por Salvador Sobral, que conquistou 758 pontos.

Até à sua vitória, a melhor classificação que Portugal conseguira fora um sexto lugar, por Lúcia Moniz, com “O meu coração não tem cor”, em 1996.

Portugal participou pela primeira vez no Festival da Eurovisão, em 1964, com a canção “Oração”, defendida por António Calvário, em Copenhaga, que não obteve qualquer ponto, ficando em 13.º lugar, com a ex-Jugoslávia e a Suíça, entre 16 concorrentes.

Desde a sua participação, Portugal não participou por cinco vezes: em 1970, juntando-se a um protesto de outras televisões europeias, devido aos critérios de votação, depois da vitória ex-aequo de quatro canções, em 1969, em Madrid, e, já neste século, em 2000, 2002, 2013 e 2016.

Final do próximo Festival RTP da Canção realiza-se em Guimarães

A final do festival RTP da Canção, em março de 2018, vai ser realizada no Pavilhão Multiusos de Guimarães, disse hoje o presidente da RTP, Gonçalo Reis, em Lisboa, em conferência de imprensa.

O anúncio foi feito na altura em que Lisboa foi anunciada como a cidade que vai acolher o Festival Eurovisão da Canção, em maio do próximo ano, pela entidade organizadora - Eurovisão e RTP.

A 52.ª edição do Festival RTP da Canção vai realizar-se no Pavilhão Multiusos de Guimarães, que a câmara cedeu gratuitamente, disse hoje Gonçalo Reis, anunciando que o futuro é o festival ter um caráter itinerante, realizando-se em diferentes cidades portuguesas, pelo menos nas próximas quatro edições.

A primeira vez que o Festival se realizou fora de Lisboa, foi em 1983, no Coliseu do Porto, tendo sido já realizado no Funchal, em 1987, em Évora, em 1989, no Estoril, em 1990, e em Santa Maria da Feira, em 2001.

Em 2018, a RTP vai seguir o mesmo figurino que este ano levou à escolha de Salvador Sobral, em que os compositores escolhem os intérpretes, mas as duas semifinais contarão com dez concorrentes cada, das quais sairão cinco finalistas por cada, anunciou o diretor de Programas da RTP, Daniel Deusdado, que sublinhou “a liberdade das canções”.

A votação será feita por um júri e pelo público, por televoto, disse.

A 51.ª edição do Festival da Canção, que culminou na vitória do tema de Salvador Sobral como o escolhido para representar Portugal na Eurovisão, realizou-se este ano, tendo sido apresentada pela RTP como uma "janela renovada" para compositores e intérpretes portugueses, com as canções candidatas a serem transmitidas em direto em duas noites de eliminatórias, perante um júri presidido por Júlio Isidro.

Para este novo modelo, a RTP convidou músicos como Rita Redshoes, Luísa Sobral, Samuel Úria, Pedro Silva Martins, dos Deolinda, ou Nuno Gonçalves, dos The Gift, que compuseram para outras vozes.

Em 2016, a RTP decidiu não organizar o Festival da Canção, e Deusdado realçou que o modelo escolhido este ano, que levou à primeira vitória de uma canção portuguesa no certame eurovisivo, "reconciliou o público" com o Festival.

[Notícia atualizada às 20h42]

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