Em edições passadas, trataram das problemáticas da abstenção, dos direitos humanos e da Europa. Este ano, com o mote “Lembra-te: tu também és biodegradável”, o festival abraça o ambiente como tema central e quer debater a sustentabilidade e repensar a sociedade atual.

No ano em que Lisboa é Capital Verde Europeia, e com as alterações climáticas no centro de reivindicações em prol de um desenvolvimento mais sustentável, o festival dará especial atenção ao papel dos cidadãos como agentes transformadores.

Bárbara Rosa, codiretora artística do Festival Política, reforça que “um festival que exalta as liberdades jamais poderia ser suspenso numa época de assinalável enfraquecimento de muitas delas”, e fala do objetivo principal do evento: “adubar o pensamento crítico democrático, que subjaz à transformação social que o mundo reclama”.

Também Joana Gomes Cardoso, presidente da EGEAC (empresa responsável pela gestão de espaços culturais e eventos em Lisboa), que é entidade coprodutora do festival, defende que “numa altura de grande incerteza, em que vários pressupostos de convivência são questionados, é ainda mais importante existirem iniciativas como o Festival Política”.

Programa com olho verde

O festival abre este ano a programação do "Lisboa na Rua". O cartaz inclui debates, filmes e performances, mas também exposições e espetáculos de música e humor.

De 13 a 16 de agosto, são promovidas atividades gratuitas, sendo necessário o levantamento de bilhetes na bilheteira do Cinema São Jorge. O festival é inclusivo, já que os filmes estão legendados em português e todos os conteúdos orais são acompanhados por tradução em Língua Gestual Portuguesa.

A programação estará em breve disponível no site e é um convite à consciencialização, com a mensagem de que a participação de todos os cidadãos é a chave para “o saudável desenrolar da democracia e para uma equilibrada construção da consciência coletiva”, como refere o comunicado do festival.

Dia 13 de agosto

No primeiro dia de festival, às 18:00, o Fumaça, um órgão de comunicação social independente, terá a cargo a moderação do debate “A exploração da gente para a exploração da terra". Uma das perguntas será com que terra ficará para as gerações futuras, quando se fala em mão de obra intensiva.

Quanto ao cinema, as sessões cinematográficas das 21:30 serão com os vencedores dos Green Film Network Awards. Em salas diferentes serão exibidos, “Lost World”, de Kalyanee Mam; e “Ghost Fleet”, de Shannon Service e Jeffrey Waldron.

Dia 14 de agosto

No segundo dia, o debate é de todos com todos. Às 18:00, tem lugar o debate “O ambiente pergunta”. Em conversa aberta no jardim toca-se nos vários desafios das alterações climáticas.

À noite, pelas 21h30, o cinema é português. É possível ver, entre eles, “Sea Shepherd”, uma curta de Débora Mendes e Mariana Soares, em que uma rapariga serve peixe num restaurante até que este se esgote.

A fechar a noite, o programa do festival quer pôr o cidadão no centro e, pela primeira vez, o Festival Política terá a figura de um país como foco: o Brasil vai estar em destaque em vários momentos da programação, tais como a atuação da dupla Venga Venga.

Dia 15 de agosto

No penúltimo dia de Festival Política, às 18:00, tem lugar o debate "O que se passa no Brasil?", em que brasileiros a viver em Lisboa, das áreas da cultura, direitos humanos, Jornalismo e ambiente, partilham as suas visões sobre o estado atual do Brasil.

Às 21:30, depois de cinema, o humorista Diogo Faro, também cronista no SAPO24, sobe a palco com “O mundo segundo Diogo Faro”, pelas 21:30, onde aborda o estado do mundo, dos direitos humanos ao ambiente, passando pelas discriminações e preconceito. Ao SAPO24, a organização do festival diz que “o espetáculo foi feito especialmente para o festival” e tem a duração de uma hora, sendo assim, feito à medida do evento, “como tudo no festival”, acrescenta.

Dia 16 de agosto

A fechar o domingo, há cinema a partir das 19:00, incluindo a exibição de "Injustiça", que foi o grande vencedor Ambiente da última edição do CineEco.

Em permanência durante todo o festival, vai estar a exposição da artista Carolina Maia, “2050”. Será possível ver no Cinema São Jorge a interpretação da artista sobre como será o cenário atroz e de condições extremas que tendo sido desenhado.

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