A conclusão faz parte de um estudo feito por investigadoras da Universidade de Aveiro (UA) sobre a ocorrência, em Portugal, de esquilos que foram dados como extintos até à década de 1980.

Segundo um comunicado da UA, os esquilos foram atravessando lentamente a fronteira do Minho e, nas duas últimas décadas, a espécie expandiu-se até ao rio Tejo, encontrando-se fora de perigo.

A conclusão resulta de um estudo do Departamento de Biologia da UA iniciado em 2013 e que contou com a ajuda de centenas de cidadãos anónimos que nos últimos anos avisaram os investigadores sempre que viram este animal.

Em declarações à Lusa, a coordenadora do estudo, Rita Rocha, disse que até ao mês de outubro houve mais de 1.800 avistamentos de esquilos-vermelhos entre os rios Minho e Tejo, um resultado considerado "muito otimista" para o futuro da espécie em Portugal.

"Comparativamente ao estudo anterior, realizado em 2001 e que indicava a existência de esquilos apenas a norte do rio Douro, verifica-se hoje uma grande expansão desta espécie nas últimas duas décadas", observou a bióloga.

A coordenadora do estudo destaca ainda a existência de "alguns registos esporádicos" a sul do rio Tejo, que podem indicar "uma contínua expansão em locais onde existe habitat e recursos disponíveis para o esquilo".

Rita Rocha diz que estes dados vêm confirmar a "boa capacidade de dispersão" do esquilo, mas adverte que esta expansão está "bastante dependente" das florestas e respetivos recursos disponíveis, considerando, por isso, que a proteção do seu habitat é fundamental para a contínua preservação da espécie.

Os investigadores realçam ainda o contributo da população para o sucesso deste estudo, adiantando que a adesão que tem havido, tanto no envio de registos como na partilha de informação, tem sido "surpreendente".

Apelam ainda aos populares para os informarem sempre que avistarem um esquilo, através da página do projeto “O esquilo vermelho em Portugal” na rede social Facebook.

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