O filme, cuja história se centra num jovem pugilista cabo-verdiano, interpretado por Igor Regalla, que se muda para Lisboa à procura do pai, estreou-se em Portugal em março e, de acordo com a produtora beActive Entertainment num comunicado hoje divulgado, “vai estrear[-se] esta sexta-feira, 15 de novembro, no Reino Unido e na República da Irlanda, uma semana depois da passagem do filme pelos cinemas dos E.U.A.”.

“Gabriel” é, de acordo com o realizador Nuno Bernardo, um “filme de boxe”, de alguém que imigra para Portugal “à procura de algo” e que usa aquele desporto “como uma forma de integração social e cultural”.

O realizador explicou à Lusa, em março, que tentou que “Gabriel” fosse, “acima de tudo um filme narrativo”. “O objetivo final é contar uma boa história, contar a história do Gabriel e das outras personagens que entram no filme”, afirmou.

Embora o argumento não seja baseado em factos reais, Nuno Bernardo inspirou-se em “pequenas coisas” que viveu nos últimos anos.

A decisão de “fazer um filme de boxe” surgiu na Irlanda, onde, “há quatro ou cinco anos”, esteve a filmar “um documentário sobre comediantes de ‘stand up’ para uma televisão local”.

“Um destes comediantes era um ex-lutador de boxe e achámos que era boa ideia ir para um clube de boxe filmá-lo a lutar”, recordou. Embora o boxe “nunca tenha sido um desporto que acompanhasse”, Nuno Bernardo “adorou” filmá-lo, “o dinamismo, a ação”. “Fiquei apaixonado porque visualmente, cinematograficamente, é um desporto muito interessante de se filmar”, afirmou.

O clube onde decorreram as filmagens, “num bairro numa das zonas mais degradadas de Dublin”, era usado por um ex-campeão de boxe nos anos 1960 “para tentar tirar jovens adolescentes das ruas, dos gangues”.

Nesse momento mudou “radicalmente” a perceção que tinha “daquilo que é o boxe, daquilo que são os lutadores de boxe”, porque "a primeira ideia de quem não conhece é que é um desporto violento”.

A ideia de juntar a imigração ao filme veio da experiência de trabalhar em vários países nos últimos anos. “Estas histórias de alguém que não está no seu país de origem são algo que me liga, me emociona”, partilhou.

A música tem uma presença constante no filme, com uma banda sonora que inclui vários ‘rappers’, entre os quais Vado Más Ki Ás, que assina quatro das músicas da banda sonora.

“Gabriel”, que tem ainda no elenco atores como José Condessa, Ana Marta Ferreira, Almeno Gonçalves, Sérgio Praia e Andala, contou com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual, da RTP e da NOS.

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