Através de argumentos "inéditos não filmados de grandes autores", numa pesquisa que levou o professor de cinema, especializado em Estudos de Media, dos Estados Unidos, ao Brasil e à Alemanha, ao longo de vários anos, o livro "Hollywood de papel" levanta interrogações sobre "o que poderia ter sido uma filmografia 'hollywoodiana' mais crítica, plural e libertária, povoada por géneros fílmicos hoje inimagináveis, e criada por uma maioria de mulheres", indica a apresentação da obra.

“'Hollywood de papel' é um retrato íntimo do cinema clássico americano, uma fabulosa radiografia dos verdadeiros ossos, músculos e nervos de um filme – o roteiro [guião/argumento]", escreveu o jornalista Ruy Castro, na apresentação da obra. "Permite ao leitor mergulhar nos segredos da criação de filmes imortais e nos revela o que poderiam ter sido aqueles que foram escritos – por 'craques' como Ben Hecht, Billy Wilder e Frances Marion –, mas não filmados", acrescenta o autor de "Chega de saudade: a História e as histórias da Bossa Nova" e da biografia de Carmen Miranda, "Carmen", interrogando-se: "Quantas possíveis obras-primas nunca saíram da gaveta?"

Publicado pela editora Zazie, "Hollywood de papel" é apresentado na quarta-feira, 23 de novembro, às 18:00, na Livraria Linha de Sombra, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, numa sessão que conta com o autor, Pablo Gonçalo, assim como com o professor João Pedro Cachopo, do Centro de Estudos em Sociologia e Estética Musical, da Universidade Nova, e a investigadora Rita Benis, do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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