“O museu não é nosso, é de quem o usa e existe para a população. Temos que ter uma atenção redobrada com a população residente e foi nesse sentido que resolvemos abrir gratuitamente aos sábados para quem mora na região”, afirmou hoje à agência Lusa o diretor da instituição, Fernando Seara.

O Museu do Douro foi o primeiro museu de território construído em Portugal. Foi criado na sequência de uma lei aprovada por unanimidade na Assembleia da República e abriu as portas em dezembro de 2008.

Fernando Seara disse ainda que a entrada gratuita ajuda as pessoas que vivem na região a “sentirem que o museu é delas”.

“Percebemos também que o esforço financeiro das famílias do Douro se tinha agravado nos últimos anos. O bilhete não é caro mas (…) multiplicado por quatro ou cinco numa só família tem um peso considerável”, salientou ainda.

O bilhete individual custa seis euros.

O museu é gerido pela Fundação do Museu do Douro, que junta instituições particulares e públicas, muitas dos quais autarquias da região demarcada.

“Faz sentido que quem aqui vive possa visitar uma coisa que é deles e que eles também contribuem todos os anos para que exista”, salientou o diretor.

Entre janeiro e quinta-feira, 09 de novembro, entraram cerca de 41.000 pessoas que pagaram bilhete no Museu do Douro.

Fernando Seara referiu que, nos últimos anos, o número de visitantes na instituição tem crescido consecutivamente.

Ali chegam milhares de visitantes provenientes de muitos países, com destaque para os Estados Unidos da América, Brasil, Austrália e europeus, como França, Bélgica ou Luxemburgo.

Com a estrutura já montada e preparada para receber milhares de pessoas por dia, Fernando Seara disse que as entradas gratuitas para as famílias durienses não trazem “mais despesa” para museu, mas “trazem mais gente”.

“Se traz mais gente, quer dizer que cumprimos melhor a nossa função”, frisou.

O Museu do Douro quer ser “uma porta de entrada” para uma viagem pela região, pelo rio, barragens, socalcos, quintas e vinhos que caracterizam o património mundial.

A exposição permanente “Douro, Matéria e Espírito” funciona como um roteiro contínuo que o visitante pode ir fazendo à medida que a vai visitando”.

Ou seja, pretende dar as ferramentas para que cada um crie o seu guião de visita ao Douro, a primeira região demarcada e regulamentada do mundo que foi classificada como Património Mundial da Unesco em 2001.

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