Remna Schwarz atua no dia 9 de setembro, às 19:00, na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, num espetáculo que conta com as participações especiais de Sara Tavares e Teté Alhinho.

Em entrevista à agência Lusa, o músico afirmou que propõe “uma música africana, feita por um africano que viajou pelo mundo”.

“A espinha dorsal é África, porque sou eu, nasci em África, e continuo a pensar como um africano, mas um africano que viajou pelo mundo, a minha música é essa”, sentenciou Remna Schwarz, nascido no Senegal filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana.

Em Lisboa, vai apresentar “Zona Zero”, em que canta maioritariamente em crioulo da Guiné-Bissau, partilhando o palco do Bairro Alto com Teté Alhinho, compositora que admira e com quem tem “trocado experiências musicais”, tendo participado em concertos seus, e com Sara Tavares, com quem colaborou no seu mais recente álbum, “Fitxadu”, fazendo coros.

“A Sara também fez coros no meu álbum, e somos amigos há muito tempo, e admiro-a muito”, acrescentou.

Musicalmente, Remna iniciou carreira há cerca de 15 anos em França, numa banda de ‘reggae’.

“Comecei a carreira como músico em França, numa banda de ‘reggae’, há uns 15 anos, e depois, autonomizei-me, comecei o meu percurso a solo, tendo o meu primeiro álbum, ‘Saltana’, saído em 2008”, disse o músico.

À Lusa, Remna Schwarz assumiu-se como “um trovador, de viola às costas” que acredita no momento como inspiração, e não descartou a possibilidade de colaborar, em Lisboa, com músicos da área do fado ou de outro género musical.

“Nós devemos colaborar e há muitas coisas para fazer e experimentar, a música é uma plataforma para criar ligações”, argumentou.

Remna Schwarz tem composto e escrito para Eneida Marta, Sara Tavares, Hernani Almeida, Manecas Costa e Tó Alves, entre outros.

O músico, filho do poeta e músico guineense José Carlos Schwarz (1949-1977), já garantiu as primeiras partes dos concertos de músicos como Lokua Kanza, e Youssou N’Dour, e em 2004.

Na Zé dos Bois apresenta-se com violão, mas prometeu que vai “experimentar outras coisas”, no âmbito da criação de um universo musical seu, que tenha a sua marca identitária.

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