Margarida Paiva, da organização do “Pitões à mão”, disse hoje à agência Lusa que o evento quer desvendar os segredos desta aldeia serrana do Gerês e atrair mais visitantes ao território.

Quer ser também, acrescentou, uma alternativa aos mercados tradicionais de Natal.

Ali será possível fazer compras diretamente aos artesãos que fazem, constroem e moldam os produtos, desde os chocolates e doces, sabonetes, cosmética, artesanato em madeira e ferro forjado, mas também comprar “produtos da terra”, como batatas e couves para o jantar da consoada.

Neste encontro, os artesãos, de diferentes áreas e lugares (serras Gerês e do Soajo e Baixa-Límia), vão demonstrar como trabalham a sua arte, estando programadas demonstrações de trabalho ao vivo em ferro forjado e em tecelagem.

Quem quiser poderá ainda visitar uma vacaria, ver como funciona e como são tratadas as vacas de raça autóctone barrosã.

Em Pitões vão-se ouvir histórias da montanha e pequenos e graúdos podem ir procurar fadas pelo bosque onde se esconde a mitologia celta tão característica dessa zona.

Margarida Paiva destacou ainda a construção da árvore de Natal alternativa, que irá ser feita com os materiais que estiverem disponíveis e que quer evitar o arranque de uma árvore.

Organizado pela Taberna Terra Celta, o “Pitões à mão” conta com o apoio da câmara de Montalegre, da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias, da Associação para o Desenvolvimento de Pitões das Júnias, da Biblioteca Aberta de Pitões e do Ecomuseu de Barroso.

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