“De 28 a 30 de janeiro haverá filmes, dança, teatro, conversas e uma exposição, com entrada gratuita”, lê-se num comunicado divulgado pela Fundação Calouste Gulbenkian sobre a mostra anual de projetos de arte participativa “Isto é PARTIS & Art for Change”.

Na mostra, que decorre na sede da fundação, serão apresentados alguns dos projetos que estão a ser apoiados pela fundação portuguesa e pela espanhola “la Caixa”, nas iniciativas Práticas para a Inclusão Social (PARTIS) e Art for Change.

A mostra começa na sexta-feira, com a conversa “A Prática Artística na Aprendizagem da Língua”, que conta com a participação de Isabel Galvão e Sofia Cabrita, do Conselho Português para os Refugiados, Núria Aidelman Feldman, fundadora e codirectora de A Bao A Qu — Cinema en cura, Luís Graça, linguista e professor, e Solmaz-Nazari, trabalhadora-estudante.

Esta conversa “sobre os contributos da prática artística para a aprendizagem de uma língua, tomando como exemplo o trabalho desenvolvido com migrantes em Portugal e Espanha, tem como mote o caderno ‘Práticas teatrais para a aprendizagem da língua’, de Isabel Galvão e Sofia Cabrita”.

Nomesmo dia, é exibido o filme “Os dias que não esqueceremos”, realizado por “um grupo de rapazes entre os 15 e 20 anos migrados sozinhos, da Gambia, Senegal, Marrocos, Gana e Guiné”, no âmbito do projeto espanhol Horitzons, e é inaugurada a exposição de fotografia “As Bravas”, de Paulo Pimenta, a partir do projeto Enxoval, da Pele — Associação Social e Cultural.

O projeto Enxoval marca ainda presença na Gulbenkian no sábado e no domingo, com uma “instalação imersiva que cruza territórios e gerações, através de um arquivo sonoro e visual que propõe a criação de um novo Enxoval, bordado a muitas mãos”.

A instalação, visitável entre as 10:00 e as 19:00 de sábado e as 10:00 e as 17:00 de domingo, “inclui testemunhos de participantes e gravações de ensaios dos grupos do projeto Enxoval, recolhidos desde 2019, entre o Porto e Amarante”.

No sábado, é exibido o documentário “Chegou a nossa vez”, realizado por Maria Remédio, que acompanha o projeto Meio no Meio, promovido pela Artemrede, com direção artística de Victor Hugo Pontes. Filmado entre 2019 e 2021, o filme “acompanha o crescimento do projeto e das pessoas que o fizeram”.

A criação de Victor Hugo Pontes “Meio no Meio”, “que reflete um processo de três anos com um grupo intergeracional proveniente de quatro territórios — Almada, Barreiro, Lisboa e Moita — ao qual se vieram juntar outros intérpretes profissionais”, é apresentado no domingo à tarde.

Ainda no sábado, é exibido “Retrato”, a nova criação do projeto LaB inDança com direção artística de Clara Andermatt, que é “o resultado de um longo período de incertezas e adaptações”.

“As condicionantes levaram à descoberta e exploração de novos modelos, transformando a ideia inicial de criar um espetáculo em 2020 na criação de uma obra em formato de filme experimental, agora partilhado com o público”, lê-se no comunicado da Fundação Calouste Gulbenkian.

Também no sábado, decorre a conversa “Diários do interior”, sobre o projeto com o mesmo nome e as histórias antigas dos habitantes do Sardoal, recolhidas e registadas em vídeo pelos mais jovens. Na conversa participal Tiago Santos e Luís Rocha, do projeto Diários de um Interior — Sardoal, Marisa Marques, do projeto Veleda — Covilhã, Fundão e Belmonte, e Luís Jerónimo, do programa de Desenvolvimento Sustentável da Fundação Gulbenkian).

No mesmo dia, o projeto Veleda apresenta “Pulsações”, um espetáculo de teatro documental, “manifesto de um coletivo de mulheres, mães monoparentais”.

O programa de domingo, além do espetáculo “Meio no Meio”, conta com a apresentação do documentário “Como desenhar uma cidade?”, nome do projeto promovido pela Terra Amarela, que envolveu um grupo de 60 pessoas provenientes de contextos sociais, económicos e culturais distintos, que vivem, estudam ou trabalham na freguesia do Lumiar, e culminou na apresentação de um espetáculo, um documentário e um livro.

O livro “Desenhos de uma cidade lá fora” é apresentado após a exibição do documentário.

Todas as iniciativas incluídas na mostra têm entrada gratuita, “mediante levantamento de bilhete”.

A Fundação Calouste Gulbenkian apoia, desde 2013, projetos de intervenção social pelas artes através do programa PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social. Ao longo de três edições “foram apoiados 48 projetos, num total de três milhões de euros de financiamento”.

A iniciativa Art for Change, da “la Caixa”, existe desde 2008 em Espanha e foi criada “com o objetivo de apoiar projetos artísticos que promovessem a transformação social”. Até hoje, receberam financiamento “421 projetos apresentados por entidades artísticas e culturais, no valor de mais de 6 milhões de euros, que abrangeram 62 mil participantes”.

Em 2020, as duas fundações juntaram-se e criaram a PARTIS & Art for a Change, que na 1.ª edição apoiou 16 projetos artísticos, com 1,5 milhões de euros, escolhidos entre 132 candidaturas.

Os 16 projetos escolhidos tiveram início em janeiro de 2021 e têm entre dois e três anos de duração.

Entretanto, decorrem até 17 de fevereiro as candidaturas para a 2.ª edição deste programa para apoiar projetos artísticos com impacto social.

O programa dirige-se a “entidades coletivas – públicas ou privadas sem fins lucrativos -, legalmente reconhecidas e sediadas em Portugal”, que poderão apresentar projetos “transformadores de arte participativa, a implementar entre 2022 e 2025”.

Os “mais inovadores projetos artísticos com impacto social, nas áreas das artes performativas, plásticas ou audiovisuais” receberão um apoio até um máximo de 25 mil euros por ano.

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