Devido a “rajadas de vento muito fortes”, registaram-se “episódios de queda de algumas estruturas” do mercado de rua marroquino, sobretudo de estacas de tendas de comerciantes e de lonas de tecido e caniços que cobriam ruas do centro histórico da vila onde decorria o “souk”, explicou à agência Lusa Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola, no distrito de Beja.

Segundo o autarca, “não houve feridos”, apenas alguns danos materiais, mas, “por questões de segurança”, a organização do festival e a Proteção Civil Municipal decidiram fechar por volta das 15:00 o mercado de rua, um dos principais atrativos do festival, evacuaram as ruas onde o evento estava a decorrer e pediram às pessoas que se encontravam no local para saírem do “souk”.

“As previsões apontavam para a continuidade de rajadas de vento, o que poderia realmente causar danos a pessoas e, por questões de segurança, decidiu-se fechar três horas mais cedo do que o previsto (18:00) e evacuar o mercado de rua”, explicou Jorge Rosa, frisando que “a organização do festival e a Proteção Civil Municipal atuaram a tempo de impedir que se registassem incidentes com pessoas no local”.

Segundo o autarca, as pessoas presentes no local “estavam a sentir a força das rajadas de vento, compreenderam a situação e, pouco a pouco, foram saindo do mercado de rua”, onde, cerca das 16:30, só estavam comerciantes a arrumarem e a carregarem as mercadorias para as suas viaturas.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja disse à Lusa que “não há registo de feridos, nem de pessoas assistidas no local” e a operação de evacuação do mercado de rua foi efetuada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil com o apoio de duas viaturas e nove operacionais dos Bombeiros de Mértola e da GNR.

Devido à situação e às condições climatéricas, a organização, além de fechar o mercado de rua, decidiu cancelar todas as iniciativas do festival, que deveria terminar hoje ao final do dia, após o espetáculo de encerramento, o qual estava marcado para as 18:00, no Largo Vasco da Gama, em Mértola, e incluía as atuações de quatro grupos corais alentejanos e dois de Marrocos.

Promovido pela Câmara de Mértola, o Festival Islâmico de Mértola, cuja 9.ª edição arrancou na passada quinta-feira, recupera as ligações com o Norte de África e as vivências da vila naqueles séculos, quando se chamava “Martulah” e era capital de um reino islâmico e um importante porto comercial nas rotas do Mediterrâneo.

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