"Squid Game" é uma das séries mais conhecidas e vistas da Netflix — e também um dos episódios mais ouvidos do podcast Acho Que Vais Gostar Disto (podes recordá-lo no Spotify, na Apple Podcasts e nas plataformas do costume).

Na série, em 2021, vimos um grupo de 456 pessoas a aceitar um (estranho) convite para competir em jogos infantis porque o prémio que os esperava era de muitos milhões e incrivelmente tentador — apesar de em contrapartida existirem consequências fatais. Agora, em 2023, no reality/game show inspirado no fenómeno coreano, 456 concorrentes vestiram os famosos fatos de treino verdes para andar por cenários bem conhecidos e conquistar um prémio chorudo de 4,56 milhões de dólares (o maior Prize Money de sempre, segundo a Netflix).

Sem grande surpresa, não demorou até que "Squid Game: O Desafio" chegasse aos tops. Tanto lá fora como por cá. Em Portugal, está em #1 das séries mais vistas desde o dia 24 novembro — roubando inclusivamente o trono a "The Crown". Depois de nesta quinta-feira terem estreado mais quatro episódios, há nove para ver, faltando apenas a final, que estreia a 6 de dezembro.

Quanto ao jogo em si, se a ficção tinha intriga, sangue e violência, parece que as condições na realidade não eram as melhores (ou mais fáceis). Tanto que nos últimos dias surgiram notícias de que há participantes a ameaçar processar a produtora do programa por causa de lesões e ferimentos sofridos durante o tempo em que estiveram a jogar ao "Squid Game: O Desafio". Para saberes como tudo aconteceu e foi filmado, basta leres este artigo. Tem tudo explicado: desde se os jogadores caíram mesmo na Ponte de Vidro, se foram realmente baleados pela boneca gigante, como é que dormiam, etc.

Sobre a nossa opinião acerca do reality/game show, João Dinis diz que está a gostar do que viu até agora. Porque tal como aconteceu com 'Os Traidores', um game show que em Portugal não teve muito sucesso, o programa tem muito mais a ver com a "ligação das pessoas" e a forma como nos "atraiçoamos uns aos outros".

"No jogo das bolachas, as pessoas optaram por perder todas e não por ficar com a forma mais difícil de jogar. Isto aconteceu aqui, como aconteceu nos berlindes, como acontece numa série de outras coisas. As pessoas para não darem o braço a torcer, para não passarem por fracas, preferem perder. É o 'não ganho eu, mas também não ganhas tu'", remata, antes de salientar que o game show demonstra bem aquilo que é a "natureza humana a funcionar" — a parte "rasca", entenda-se. O que, a seu ver, num programa de televisão, "é giro".

Miguel Magalhães concorda. "É giro porque quando viste a série, viste a mesma dinâmica. Só que estás a pensar, 'sim, isto é uma série', tem de seguir um guião, as personagens é suposto fazerem isto, a tensão que a série quer passar é suposto ser esta. E a parte interessante deste reality show é tu conseguires desmistificares e veres em direto aquilo que é um ser humano a funcionar. Para mim, é de longe a parte mais interessante", conta.

  • Nos Créditos Finais, falámos sobre MasterChef Portugal, Só Como e Bebo. Por Acaso, Trabalho!, Drops of God (Apple TV+), Welcome to Wrexham (Disney+), Full Circle (HBO Max), Loki(Disney+), o cartaz do Primavera Sound Porto 2024 e o concerto Morangos com Açúcar.

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