Tuna de Medicina do Porto (da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto). Tocaram, e tocam, nas ruas da cidade do Porto para angariar dinheiro para irem à Suíça. Ali chegados, tocam em diversas cidades helvéticas, nas ruas para suíço ouvir, e nas associações e coletividades portuguesas para dar um toque de portugalidade a quem está emigrado.

“Por alturas da Páscoa temos feito, nos últimos anos, uma digressão cultural pela Suíça para visitar a comunidade portuguesa que aqui é bastante grande”, explica João Moreira. Está encontrada a razão de estarem a tocar em Lausanne, numa interceção de ruas no centro da capital do cantão de Vaud. “Já fomos ao Luxemburgo e a outros países. Recentemente temos vindo para aqui. O mote é sempre o mesmo: vimos à procura da portugalidade”, sublinha o “chefe” da Tuna, um cargo que prefere simplificar desse modo.

“Vimos a despesas nossas. Tocamos na rua no Porto para vir aqui em digressão. E depois tocamos aqui para voltar a Portugal”, resume com um sorriso a rasgar a cara ao explicar que é através da música que conseguem “arranjar” dinheiro para voltarem para o Porto. A caixa de um bandolim serve de mealheiro.

João, que lidera a Tuna desde setembro, já fez por três vezes esta viagem. 18 elementos partiram, divididos por duas carrinhas e um carro, da Universidade que leva o nome do Hospital de São João, no passado dia 11. Na comitiva do vai e vem durante a interrupção letiva seguem alguns futuros médico-músicos com “família emigrada”, assinala. “Sabemos o que custa estar longe de Portugal”, continua. “Levamos na música um pouco do país”, referiu o estudante de 23 anos do 5º ano e que toca trompete.

A hospedagem é, igualmente, de simples resolução. “Ora vamos ficando nas associações portuguesas que nos dão guarida, noutras noites, em residenciais, depende”, diz, de forma despreocupada.

O som de trompete, guitarras, bandolins, acordeões, contrabaixo e percussões, como a pandeireta, produzem uma música que alterna entre a mais “malandra”, para em português se fazerem entender, que se mistura com os sons dos anos 30, 40 e 50 do século passado.

Tudo pode ser escutado nos CD’s que transportam na digressão. “As pessoas perguntam se temos CD’s, um registo. É mais como uma espécie de lembrança ... os CD’s são obsoletos”, sorri.

Depois de Lausanne, a Suíça francesa, seguiram para Fribourg, a versão alemã do país da neutralidade.

Regressam a casa no domingo de Páscoa. A chegada está marcada para o dia seguinte. Uma viagem sem paragens. “Rodamos entre nós, sempre os condutores, os mais experientes”, garante. “Eu mesmo tenho carta desde que entrei para a faculdade”, tranquiliza antecipando a próxima digressão. “É no verão”, finaliza.

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